14 comentários:
De dulci a 15 de Dezembro de 2007 às 18:23
Quero apenas referir aqui alguns factos que ninguém mencionou. O que deu origem a tal situação? Não terão sido situações impensadas, ausência de sacrifício, ausência de tolerância? Será que nos sacrificamos o suficiente pela conservação da família? Eu sei que cada um terá os seus motivos para a separação e sei que existem situações em que a conciliação é irreversível mas não serão muitos casos fruto do nosso egoísmo?
Nós somos os únicos responsáveis pela colocação das crianças no mundo daí o nosso comprometimento para com eles no seu bem-estar e na sua educação.
Como foi aqui dito, muitos dos casos da custódia dos filhos dá-se por retaliação e a pessoa a quem se atribui a criança nem sequer é competente para a sua educação muito menos interessada em aprender, muitas das vezes porque a sua vida pessoal e profissional é prioritária.
Aprecio todos os pais e mães que suportam individualmente esta tarefa, tão complicada, que é a de instruir e amar uma criança. No entanto gostaria muito que as pessoas cogitassem bem nos actos que despertam esta brecha na família! Um pai nunca substitui a mãe ou vice-versa e o núcleo família nunca é reconstruído, apesar de saber que muitos ambientes familiares não são, de forma nenhuma, os ajustados a uma criança. Assim, de entre dois males o menor como é lógico.
Não sou ninguém para fazer juízos de valor mas seria bom pensar nas causas para se evitarem as consequências.
Foi muito bom ler um post sobre o amor dos filhos, muito bom, eu que lido constantemente com casais separados e as consequências que isso acarreta aos filhos é sempre bom ler algo mais. Obrigada. Bom natal.


De blogando-me1 a 24 de Novembro de 2007 às 10:16
Aproveitando este espaço e acho que o homem de negro não se vai importar de eu vir cá novamente escrever. Desde já X, dar-te os parabéns pela coragem de vires escrever a tua história. Claro que antigamente e acho achava muito mal, o Sr. Dr. Juiz não obrigar o pai a dar o nome, era tão feio ver filho de pai incognito, mas agora cabe-lhe a ele obrigar as crianças a ficarem com quem ele decide. Eu tenho lá o nome do meu pai, mas sempre foi um incognito para mim, quando eu precisei não estava lá, agora que tenho a minha vida e a minha familia não me faz falta.
Bonita a tua forma de termiinar o post. Parabéns mesmo pela tua coragem. E desculpa homem de negro por utilizar o teu cantinho, mas eu compenso-te .
Bjs


De Cristal a 24 de Novembro de 2007 às 11:52
Ele adora que lhe utilizem o cantinho
Beijos cristalinos e bom domingo


De Miguel a 28 de Agosto de 2008 às 12:00
Adorei o post. Até aos 7 anos fui Filho de Pai Incógnito, embora a minha Mãe soubesse quem o meu pai era. Um Sr. Engenheiro de Paço-d'Arcos. Que eu saiba nunca me procurou embora soubesse que eu existia. Procurei-o por diversas vezes e não quer fazer o teste de ADN. Claro que ele sabe o resultado de antemão.
Sei que tenho uma irmã, falei com ela este domingo mas não acreditou em mim, que o seu pai dedicado pudesse ser o meu. Desligou-me o telefone. Mas eu sei quem ele é, tal como ele o sabe. Não ter crescido com ele foi muito difícil para mim. Hoje tenho quase 42 anos e ainda sinto falta dele. Gostava de o ver uma vez que fosse, mas recusa o contacto.
Quem é o pai que é capaz de renegar os filhos? Eu não, tenho 3 filhos maravilhosos, e se tivesse tido outros fora do casamento seriam igualmente bem-vindos. Quase sempre temos de pagar os erros dos nossos pais...


De X a 23 de Novembro de 2007 às 19:49
Foi muito breve e valeu uma vida, tinham um namoro estranho mas gostavam de se amar, numa tarde algures de Setembro, dentro dum BMW fizeram um filho sem saber. Afastaram-se pouco tmpo depois por incompatiblidades descobertas de feitios, e ela nunca revelou a ninguém que estava grávida, claro que sabia, nem que seja ao fim de um par de meses uma mulher sabe. Numa manhã já no Verão ela chamou pela mãe com dores, não era uma miúda, nenhum dos dois era miúdo, ela tinha 26 anos e ia ser mãe e ninguém sabia, era magra e sabe-se lá como sempre disfarçou a gravidez, todos diziam que tinha engordado de repente e assim se passaram nove meses até essa manhã. O pai levou-a para o hospital, minutos mais tardes disseram-lhe que a filha tinha dores porque ele ia ser avô, o velho conservador e rígido teve ali no corredor impessoal e asséptico do hospital, o desgosto da vida dele, deitou as mãos à cabeça e consta que só via a neta algumas semanas depois.
No parto tudo correu normalmente, tirando os polegares desajustados do bebé que assim ficaram até aos sete anos, a parteira tinha-a puxado pelos dedos, partiram-lhe uma clavícula também, como já ninguém sabe. A mãe e a filha seguiram para casa de uns primos de mente aberta e liberais, a inexperiência da mãe levou a que a bebé quase morresse, mamava e mamava e adormecia de cansaço quando pensavam que era de satisfação, ao fim de largos dias estava frágil esfomeada, não produzia calor e encontraram-na gelada. Uma tia correu em busca de leite e biberons, mas não era como agora em que há tudo ao virar da esquina, correu muito enquanto os adultos tentavam aguentar a bebé quente. Evitando o suspense digo já que a criança aguentou-se, e lá foi bebendo devagar o leite artificial que chegara entretanto, os dias passaram e cresceu sem mazelas dos dias de fome. Mais tarde, mãe e filha regressaram a casa dos avós maternos, o avô era um homem conservador mas bom e aceitou o que tinha acontecido da melhor forma que conseguiu.
O pai teve que ser chamado para lhe dar o nome, envolveram-se tribunais e juízes enfim, confusões, ele questionou a verdade dos factos e as provas médicas foram inevitáveis, essa criança anos mais tarde descobriu que no registo de nascimento está lá bem delineado Filiação – Pai: incógnito e só mais tarde averbado o nome do pai. Entretanto o pai casou com outra mulher e teve uma filha, separou-se ao fim de dois anos e sempre foi um pai exemplar para essa filha, aliás sempre foi Pai! Para a outra, incidente do destino, nunca existiu como pai, embora se conheçam e tenham partilhado escassos momentos, embora sejam bastante parecidos e tenham feitios similares, embora ela tenha vivido com o fantasma do pai nos dias de fazer prendas, nos dias do pai, nos dias institucionalizados para amar o progenitor. O pai nunca conquistou espaço no mundo da filha e a filha nunca gostou muito de insistir em afectos. Nunca lhe quis mal, a bem da verdade nunca lhe quis nem mal nem bem, nunca lhe sentiu a falta, mas gostaria de ter tido pai e mãe e tudo normal só para saber como era. Mas teve e tem sempre presente um paizão que ama profundamente – o padrinho. A mãe também não levou muito tempo a ausentar-se e refazer a vida dela, lamentando sempre até hoje o que acontecera. A criança viveu uma infância feliz, sem pai nem mãe, um ausente e o segundo presente a espaços carimbados de obrigação e não afecto. Mas viveu feliz porque outros familiares lhe deram carinho e tudo o mais.
Quando encontra a mãe trata-a bem como faz profissionalmente com as pessoas com quem se cruza, quanto ao pai já lá vão uns anos que não se procuram, possivelmente só por partida do destino se voltarão ver.

Essa criança sou eu, mas não me ocupo muito com o passado, tenho muita gente para amar!


De Miguel a 28 de Agosto de 2008 às 12:05
Adorei o post. Até aos 7 anos fui Filho de Pai Incógnito, embora a minha Mãe soubesse quem o meu pai era. Um Sr. Engenheiro de Paço-d'Arcos. Que eu saiba nunca me procurou embora soubesse que eu existia. Procurei-o por diversas vezes e não quer fazer o teste de ADN. Claro que ele sabe o resultado de antemão.
Sei que tenho uma irmã, falei com ela este domingo mas não acreditou em mim, que o seu pai dedicado pudesse ser o meu. Desligou-me o telefone. Mas eu sei quem ele é, tal como ele o sabe. Não ter crescido com ele foi muito difícil para mim. Hoje tenho quase 42 anos e ainda sinto falta dele. Gostava de o ver uma vez que fosse, mas recusa o contacto.
Quem é o pai que é capaz de renegar os filhos? Eu não, tenho 3 filhos maravilhosos, e se tivesse tido outros fora do casamento seriam igualmente bem-vindos. Quase sempre temos de pagar os erros dos nossos pais...


De de passo.... a 23 de Novembro de 2007 às 19:05
Pois....pois....pois!

Opiniões?
Eu tenho. Queria que o pai do meu filho falasse assim. Que estivesse por perto. Que lhe telefonasse todas semanas. Que se lembrasse que existe, também quando o meu filho se lembra do pai.

Gostava de os ver juntos, de o deixar ir, muitas vezes, de o ver sorrir e saber que o pai o ama todos os dias e não apenas algumas tardes das(sempre curtas) férias.

Gostava de ter um fim-de-semana sem filho, també, para variar, porque filhos não se dividem mas compartilham-se, eu compartilho com nada e ainda explico, com quantas palavras tenho e aguentando lágrimas tantas que o pai o ama e se lembra, mas está ocupado!

Pois!

E depois? chegam as férias, os presentes, os abraços, o sim fácil. E o quero ir para o pai. E vai. E vai e volta todas as noites. e vai. à custa do tempo da paciência e dos sentimentos da mãe.
Posto isto eu entendo que muitas não deixem. Posto isto eu entendo que a justiça assuma que sa mães estarão mais presentes. mais atentas.
Posto isto queria que o meu filho, pequeno, mais ou menos desse mesmo tamanho, atirasse pedras ao mar todos os dias e não apenas nas férias, em tarde vazias de ocupação melhor.
Posto e dito isto sabendo que estou quase a abusar,
parabéns, vadio de negro, parabéns por esse amar.
Consideração por essa mãe, que sabe compartilhar.
Posto isto, digo aqui e faço todos os dias tudo o que posso para que o meu filho sinta sempre que o pai não se esquece de o amar.

Beijo no filho, abraço no pai.


Bye


De anonimo a 22 de Novembro de 2007 às 15:22
Ex. mo Senhor;

Lamentávelmente não o conheço, não sei a sua formação, não sei qual a sua profissão, nem o local onde vive ( se bem que presumo ser, tal como eu, residente em Coimbra ), não obstante louvo - o pelos sentimentos paternais que expressa e pelo bom exemplo que a todos transmite.
A nossa sociedade desilude - me, pelo materialismo, consumismo e desvalorização do Bem, pelo que ao lê - lo, o que ouso fazer com alguma frequência, digo para mim mesmo que ainda vale a pena lutar por um mundo melhor, pois pelo menos, não nos conhecendo, já somos, pelo menos dois, os componentes desse " exército ".
Julguei não existir ninguém no mundo que amasse tanto o seu filho como eu amo a minha filha.E não há de certeza, mas o senhor anda muito próximo.
Os meus parabéns.


De blogando-me1 a 22 de Novembro de 2007 às 14:02
Nunca duvidei que como pai, ês um ser excepcional. Tratas bem o teu filho, tentas colmatar as necessidades dele e tentas acima de tudo ser amigo. Mas penso que não será iso que vem ao caso. Nunca duvidei que quer seja o pai ou a mãe, serão sempre eles que nos darão o melhor deles para o nosso crescimento. Não será um qql juiz que vai ditar a sentença de dizer com quem vão ficar os filhos. Como filha de pais separados na altura ninguém me perguntou com quem queria ficar, mesmo tendo tão somente 5 anos. Mas se o meu pai simplesmente decidiu desaparecer e não se importar com as filhas e mesmo estando a minha mãe desempregada, nos ficamos com ela. Mas será que nessa altura , mesmo tendo ele abandonado o lar e as filhas, o Sr. Dr. Juiz iria achar que ficavamos melhor com o pai, que tinha emprego? Mas quem é ele para saber as necessidades das crianças, para decidir o que é ou não melhor para elas? Fiquei com a minha mãe e muito bem, como vês não me fez falta o pai para crescer e para me tornar naquilo que sou hoje. Isto passou-se há uns longos anos atras. Agora será que os meus filhos vão ter que esperar pela decisão de um juiz para saberem se ficam com o pai ou a mãe? Posso ser teimosa em algumas coisas, mas noutras sou demasiado flexivel. É claro que nunca vou proibir o pai da presença dos filhos, por muito que isso me revolte. É lógico que a minha filha como maior de idade poderá decidir com quem ficar e se a decisão for ficar com o pai, não vou ir contra. Porque tal como precisam do pai, também precisam da mãe.
Mas agora pensa só numa coisa, há um entendimento entre ti e a tua ex-mulher, mas e se não houvesse? Se ela cumprisse a risca a sentença do juiz? Irias ser menos pai por isso? Irias deixar de amar o teu filho como o amas agora? Irias deixar de fazer todas essas coisas que fazes com ele nas férias e nos fins de semana? Ou irias andar sempre as turras com a mãe dele? Será que essa iria ser a melhor solução para o bom desenvolvimento do teu filho?
É claro que pelos filhos fazemos todos os sacrificios e nem sequer ponho a hipotese de ficar sem os meus. Tal como há bons pais, também há boas mães. Mas o contrário também há. Temos pontos de vista diferentes, mas é aquilo que eu penso e ninguém me vai fazer mudar de ideias.
Nem admito a ninguém que me venha dizer se sou ou não uma boa mãe. Afinal sempre fui mãe/pai dos meus filhos.
Muito mais haveria a dizer, mas fico-me por aqui.
Bjs


De Amar Perdidamente a 22 de Novembro de 2007 às 13:40
Um post tão especial como este merece uma paragem para comentar... esperemos que o sapo não me atraiçoe a publicação do referido comento
Sou mãe, divorciada, na altura há mais de seis anos)por comum acordo, decidiu-se fins de semana quinzenais e poder vê-la sempre que quisesse.
Durante muito tempo, nem isso gozou, vinha busca-la, ficava um par de horas com ela e devolvi-a, ela quase não o reconhecia como pai
Cerca de três anos depois o senhor lembrou-se que ate queria ser mais pai, vai dai fez um pedido ao tribunal..........
sabes, não vou dizer mais porque vou expor-me demasiado a mim e a ela, que tanto sofreu na altura, digo-te apenas que não há dois casos iguais, que começa a haver muitos tribunais a dar a guarda aos pais homens, que é tão importante para a criança estar com o pai como estar com a mãe , mas vou também dizer-te que ser pai não significa apenas ter o direito a estar com..., significa responsabilidade, maturidade, porque tem que ser um exemplo a seguir, ser pai não é só levar a festas e saber as notas dos testes, é saber porque é que não teve uma boa nota, é ajudar a melhorar

Mais do que isto, é a vontade da criança, ela quer estar com a mãe? Prefere ficar com o pai? gosta de brincar com o pai mas não gosta de lá dormir? tudo isto deve ser analisado, e actualmente é muito maior o numero de crianças que hoje é ouvida em Tribunal, porque é dos direitos delas que se trata e se por um lado me choca presenciar a ida de uma criança que nem 10 anos tem presente ao juiz por outro lado é importante que esta sinta que a opinião dela conta.

Como disse, tudo depende, não há dois casos iguais, já vi muito bom pai, ter apenas o fim de semana quinzenal e com o filho a pedir-lhe para ficar mais uma hora e ja vi o contrario, já vi pais a fazerem guerras para ficar com os filhos e depois não passarem nem um terço desse tempo com eles.

Desculpa se não era isto que estavas à espera...


De Guilhermina a 22 de Novembro de 2007 às 11:08
Concordo contigo , lá pq os pais se separam nenhum dos dois tem que ficar privado do filho , nem a criança privada de conviver a miudo com o pai.
Tu és um excelente pai, um beijito garnde


De ______ a 22 de Novembro de 2007 às 10:42
Ai que foto mais linda... uma bochechas sorridentes ao pôr-do-sol...

Beijos ao baixinho sorridente.


De Rita a 22 de Novembro de 2007 às 00:20
Partilho...nao só a opiniao.... como a forma encontrada para minimizar o impacto da ruptura entre os papas que a criança nunca desejou ver separados. Tento partilhar o amor da minha filhota de igual forma com o papa. Sinceros Parabéns ...


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