Quando eu morrer, dá-me um cravo vermelho, simbolo da liberdade, e leva-me ao mar. Não chores, a vida é o que mais bonito temos e eu procurei sempre viver a minha da forma mais pura possível... Porque sei sorrir e sei chorar... Bem-vindo sejas...
Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
As bruxas...

 

 

 

Elas andam aí...

 

 


sinto-me: acagaçado...
música: blood tells - moonspell

vadiado por homem de negro às 22:19
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Sábado, 25 de Outubro de 2008
Parabéns...

 

 

     Já dividimos algumas tristezas, alguns dias maus, muitas confidências e muita gargalhada. A distância não nos impede de sermos amigos sem qualquer interesse especial que não seja o de irmos partilhando o nosso viver. Hoje fica aqui uma das minhas flores para te dar os parabéns por mais um aniversário, quarentona detentora do sorriso que encanta o homem...

     Um beijo enorme, um grande abraço e um resto de dia feliz...

     A gente vê-se por aí...

 

 


sinto-me: Gosto de ti, murcona...
música: Parabéns...

vadiado por homem de negro às 21:36
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2008
Por essa estrada amigo vem...

 

     É certo que são sempre apenas duas semanas. Mas são duas semanas de dolce-fare-niente, de calção e t-shirt, de chinelos de enfiar-o-dedo, de almoçar a horas esquecidas e de jantar quando o sol já foi dormir, de correr de mar em mar, de estar, enfim, à solta e sem horários. São as duas melhores semanas do ano, que começam por enfiar toda a tralha na mala da menina vadia e seguir por aí, como sempre em direcção ao Alentejo porque é lá que nos sentimos bem...

     Os parques de campismo que vamos vendo não nos enchem as medidas, não como aquele que sempre encontramos no meio dos pinhais, onde vamos dormir com o cantar dos grilos e dos mochos e acordamos com as rolas, quando as vozes da criançada que brinca lá fora e o sol quente já não nos permitem ficar na tenda. Tempo então de um farto pequeno almoço, de croissants e ovos mexidos, de pão alentejano com manteiga e galões quentinhos, de fruta fresca e mergulhos na piscina, de abraços e contratos para saber onde vamos nesse dia, mar ou piscina...

     O tempo, esse corre ao sabor dos desejos do meu filho, de jogar à bola e dar uma escorregadinha, de passear por estradas sem fim, de ir tirar retratos ao azul que nos encanta, de levar a menina vadia por caminhos de todo o terreno (trazemos memórias dessas estradas nos riscos laterais de ponta a ponta - que se lixe, é a nossa menina e vai connosco para todo o lado), de grandes jogatanas de matraquilhos com quem quer que esteja disponível para jogar, de andar no comboinho, de enormes sorrisos que brilham no olhar de petiz que quer abarcar o mundo...

     E quando a noite vem, depois de um reconfortante banho e de um jantar no simpático Bexa, tempo para ele se enroscar no meu colo em busca dos mimos do pai, em busca de enternecer o "velho" com o cheirinho a menino cansado e com os olhos piscando de sono. Levo-o ao colo para dormir, sento-me à entrada da tenda para fumar o meu cigarrito e deixar que os mochos levem os meus pensamentos...

     E o "velho" que gosta do mar e de castelos, de ficar à espera do pôr-do-sol, de atirar com o pneu para a agua, o "velho" é por demais feliz nestes dias sem fim, nestas horas que o aproximam do seu menino. A estrada que o traz há-de levá-lo novamente, mais triste, é certo, mas incomparavelmente mais rico e de bem com a vida, feliz por fazer feliz quem de mim tanto gosta e me dá todas as razões para andar em frente. Sempre com muita musica à mistura, que isto de estrada quer-se com cantigas e boa disposição...

     O sol vem também, no tom bronzeado da pele e nas muitas imagens que fizemos, cerca de 1200, nas memórias que roubámos aos locais por onde passamos e às pessoas que conhecemos. Duas companheiras de jornada, uma do interior, a minha "Espanca" das planícies, e outra do litoral, a menina do esoterismo e dos olhos grandes, que tornaram melhores as nossas ferias. A passagem por terras desconhecidas, Amieira do Tejo, Evoramonte, Moura, Serpa, tantos locais bonitos, o voltar a outros já conhecidos, Odeceixe, Zambujeira, Odemira, Lagoa e os Xutos, novamente, Vila Nova de Mil Fontes, tanta, tanta estrada...

     São as ferias que desejámos o ano inteiro, são apenas duas semanas, é certo, mas valem por muitas que não temos oportunidade de ter. Porque a vida faz com que regressemos para mais um ano de labuta, para voltar a sonhar com o mar na hora das gaivotas, dourado pelo maravilhoso sol alentejano...

     Havemos de voltar, pois então. Porque nesta altura, como sempre, a despedida é feita em torno de um familiar "A gente vê-se por aí"...

 



vadiado por homem de negro às 22:58
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Quarta-feira, 8 de Outubro de 2008
Efemérides vermelhas...

 

 

(fonte: o bem amado google)

 

     Tudo já se disse. Todos os defeitos já se lhe encontraram, quer nas artes da pena, quer no desagradável hábito de ser comunista. Raios partam os comunistas que até já ganham  o Prémio, foi pensamento que atravessou a mente de muitos dos nossos conterrâneos. Da mesma forma que outros não esconderam com indisfarçável orgulho o que é ser um português da mesma cepa deste outro português...

     Passam hoje 10 anos da data em que José Saramago recebeu o Prémio Nobel da Literatura. Apesar de todos os azedumes e amargos de boca que isso causou pelo facto da Academia Nobel agraciar um escritor comunista, a verdade é que Saramago nunca negou as suas raízes vermelhas, nem fez disso alarde para chegar a algum lado. Como também nunca se colocou em bicos dos pés para se colocar sobranceiro a outros que nós vemos por aí que parecem pavões de tão inchados de nada que andam...

     Venham mais dez e muita saúde, camarada...

 

 


sinto-me: orgulhoso...
música: traz outro amigo também - josé afonso

vadiado por homem de negro às 22:05
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2008
Fuck them all...

 

 

 

(fonte: internet)

     Ora aí está, um dia depois do Automóvel Clube de Portugal acusar claramente as gasolineiras de especulação e de deturpação dos preços, vem, de novo, a publico, o senhor Manuel Sebastião, vetusto presidente de um suposto regulador, dizer que estudos mais aprofundados estarão prontos em Março de 2009, mas que, entretanto...
     Março de 2009? Quem é que este filho-de-puta, com o devido respeito à mãe do senhor que não tem culpa do ser abjecto que pariu, pensa que nós somos? Então mas nós não vimos já, sem precisar de estudos nenhuns, nem da "fidedigna" informação fornecida pelas gasolineiras, nem de torrar milhões de euros para nada dizer, que estes gajos que nos vendem a gasosa são uma cambada de ladrões, especuladores e mafiosos? Que mais é preciso? Então e à meia dúzia de dias não estava tudo bem no reino e as gasolineiras não estavam apenas dois passos abaixo de santos?
     Urge a revolta, companheiros. Continuam a apertar o povo até este não aguentar mais. Até que um dia a revolta se imponha como única forma de dizer não, como o único caminho que nos surge pela frente. Os nossos velhos recebem pensões de miséria. Os nossos trabalhadores vem as fábricas fechar e ficam a arder. Os nossos filhos recebem uma educação miserabilista com o fim de criar elites pois os filhos dos pobres não podem ir para a universidade...
     E, entretanto, continua a saga dos magalhães e dos tgv e da nova ponte sobre o Tejo e do novo aeroporto e de tantas merdas que não nos fazem falta nenhuma, apenas vêm contribuir para o empobrecimento geral do país e dos portugueses. Olhamos para estas ideias doidas com um misto de nojo e de desprezo por nada podermos fazer, limitamo-nos a ficar calados e a baixar o rosto pela vergonha de sermos cada vez mais pobres... 
     Não me canso de repetir, voltarei a dizer as vezes que forem necessárias, precisamos de uma nova revolução, de um novo 25 de Abril, mas desta vez o vermelho dos cravos precisa de ser substituído pelo vermelho vivo que jorra das gargantas cortadas. Porque o povo não pode mais pagar os desvarios desta corja que nos governa, deste governo de faz de conta, deste mundo que suga os mais desfavorecidos até ao tutano...
     Este Manuel Sebastião era um dos que ia na ponta da baioneta. Deve ter recebido pouco, deve, para elaborar o relatório vergonhoso que elaborou e ser um rico amigalhaço para as gasolineiras. Com reguladores deste, fuck them all...
     A gente vê-se por aí...

 


sinto-me: revoltado...
música: amerika - rammstein

vadiado por homem de negro às 18:15
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Just walk away...

 

 

 

     De certo e concreto, apenas sei que levo os meus dias da forma mais calma possível, sendo que procuro ajudar a criar o meu filho, trabalhar para viver, descansar quando é possível, vadiar sempre que posso, namorar de quando em vez e fotografar sempre que é possível. Mas, de repente, apercebo-me que algumas pessoas que me rodeiam não estão, literalmente, a bater bem da bola...
     Ou porque estão doentes e desnorteiam, sendo que aí esforço-me para ser mais macio, ou porque estão tristes e magoam, sem sequer se aperceberem, ou porque me torno um incómodo na vida delas ou porque nem sei bem o quê ou porque se prestam apenas a olhar para o seu umbigo, parece-me que ultimamente tem aumentado para comigo as atitudes incoerentes de pessoas que me pareciam ser bastante coerentes...
     Paro para pensar. Reflectir, pela noite fora. Um cigarrito para emoldurar os pensamentos. Examino-me. Analiso-os. Para chegar a algum lado é preciso trilhar caminho. Observar o que me rodeia e enquadrá-lo em relação à minha forma de ser e de agir. Para poder melhorar, se tal for o caso. Porque ninguém vive sozinho e necessitamos todos uns dos outros. E igualmente para que não seja um incómodo na vida de pessoas que estimo...
      É melhor afastar-me, acabo por concluir. Como sempre. Para não incomodar e especialmente para não ser incomodado com atitudes que não consigo compreender, que acho não merecer e às quais reajo mal, às vezes ferindo susceptibilidades por causa de equívocos meus. Sinceramente. É melhor seguir o caminho por outro lado, afinal haverá sempre algures alguém ou algum local que me faça bem e que entenda que de mim não sairá jamais. Que os lugares também entendem...
     Ou então, o que também é perfeitamente possível, se sou eu que incomodo, o defeito é meu. Pode ser que ande por cá hà tempo demais. Talvez seja tempo de ir, ainda não sei bem. E também não sei exactamente o que e como pensar, embora me sinta demasiadas vezes tremendamente injustiçado, mas se calhar mea culpa por ser como sou, seguramente culpa minha por não corresponder a todas as maluqueiras que me saem ao caminho. Seja como for, a ser assim, i would better just walk away, anyway..
     Deixa-me cá ir para dentro que faz frio. Talvez para dentro de mim. Porque amanhã é outro dia e as cenas que ontem me amarguravam a mente, hoje lidei com elas de forma mais fácil. O que hoje é, amanhã talvez nem por isso, pelo que logo se vê...
     A gente vê-se por aí...

 


sinto-me: confuso...
música: love will tear us apart - moonspell

vadiado por homem de negro às 15:59
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