Quando eu morrer, dá-me um cravo vermelho, simbolo da liberdade, e leva-me ao mar. Não chores, a vida é o que mais bonito temos e eu procurei sempre viver a minha da forma mais pura possível... Porque sei sorrir e sei chorar... Bem-vindo sejas...
Segunda-feira, 30 de Junho de 2008
E aprende-se a dizer Saudade...

 

 

 

Coimbra do Choupal,
Ainda és capital
Do amor em Portugal,

Ainda.

 

Coimbra, onde uma vez,
Com lágrimas se fez
A história dessa Inês

Tão linda!

 

Coimbra das canções,
Tão meiga que nos pões
Os nossos corações
A nu.

 

Coimbra dos doutores,
P'ra nós os teus cantores
A fonte dos amores
És tu.

 

Coimbra é uma lição
De sonho e tradição
O lente é uma canção
E a lua a faculdade

 

O livro é uma mulher
Só passa quem souber
E aprende-se a dizer

Saudade.

 

Raul Ferrão – José Galhardo

 

 

 

  

 

 

 

     São pequenitos, é certo. Andam pelos 6 anos. Mas querem ser grandes. E estudantes de Coimbra. Por isso cantam na sua festa de despedida do infantário o tema "Coimbra é uma lição". E cantam tão bem que a nós pais mais não restou que chorar e bater palmas. Porque se encerra uma fase das nossas vidas, aquela em que começam a dar os primeiros passos e a libertar-se de nós, a criarem asas e voarem. Os nossos meninos já vão para a Escola Primária. Esperemos que consigamos amparar o seu voo...
     A festa, feita nos claustros da Sé Velha, companheira de tantas serenatas dos estudantes mais velhos, chamou por nós, os pais dos finalistas e os dos outros, que estas festas atravessam sempre todos os anos daquela casa. Falou de um casamento de espantalhos, o Gustavo e a Amélia, que um dia hão-de ver contada a sua história nas páginas deste diário, falou das saudades que elas, as educadoras dos nossos filhos, vão ter destes meninos que agora seguem para outras escolas...
     Mas houve mais. A voz embargada denunciava as lágrimas que queriam saltar. O carinho na entrega dos diplomas. Os muitos beijos e abraços que deram aos nossos meninos. As fitas que orgulhosamente agitaram ao vento. As suas "capas negras". O senhor fotógrafo que tudo registou. As lágrimas que escondi por trás da máquina fotográfica...
     Terminam três anos da vida do meu filho passados naquela casa, sob os cuidados daquela gente maravilhosa, onde ele sempre me surpreendeu pelas coisas que de lá trazia. As histórias, os desenhos, as músicas, o respeito pelas professoras (que ainda hoje me pediu: "não digas às professoras que eu me portei mal"), a salutar convivência com os outros meninos, os negócios de carritos, a entrega das tampinhas que fizemos o ano passado (e a que havemos de fazer este ano), tantas, tantas coisas que ficam para trás. E também os muitos abraços que as minhas gaivotas me davam...
     Uma palavra, apenas: obrigado. Pelo muito que fizeram pelo meu menino, pelo muito de vocês que lhe deram, pelas circunstâncias especiais que ele ultrapassou com a vossa ajuda, por tudo o que fizeram por nós pais e pelos nossos filhos, por me ensinarem a ser melhor pai, por serem sempre humanas mesmo em dias que eu sabia que vos eram extremamente difíceis. Por tudo, simplesmente...
     Eu volto um dia destes, voltarei aí sempre. Para simplesmente estar convosco e para relembrar a passarada a esvoaçar na minha direcção em busca de uma abraço...
    
A gente vê-se por aí...

 


música: Coimbra é uma lição - Amália Rodrigues

vadiado por homem de negro às 10:03
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (1)

Sexta-feira, 27 de Junho de 2008
Olhos teus...

 

Nunca sei por onde te caminha a mente.

Que cenários traça, que dores esconde.

Que mágoas enfrenta, a que lutas se propõe.

Nunca sei muito de ti, para além daquilo que me vais querendo dar.

Que eu aceito porque sei que queres dar

Mas fico bem quando sorris.

Fico deliciosamente bem quanto se te voa uma gargalhada...

Nas alturas em que nos perdemos

Em devaneios fúteis e conversas ligeiras

E o olhar? Esse recordo sempre.

O olhar negro, talvez de tristeza, nem sei.

O olhar que queria ser livre

Mas que a vida vai sempre prendendo à desilusão

Trago-o cá comigo, bem guardado

Porque também já o vi rir, já o ouvi cantar...

Nesses tais dias de devaneios

Que me encheram de bem estar

E que acabam por ser quase tudo...

Se me deres a mão, sabes bem

 

Que caminharei a teu lado

 

Para te albergar a tristeza,

 

Dar de beber à tua dor

 

E te oferecer de mim  

 

aquilo que me faz bem.

 

Nem que seja apenas para ver sorrir o teu olhar...

 

 

 

 

 


sinto-me: Preocupado...
música: Doçuras - Xutos & Pontapés

vadiado por homem de negro às 10:07
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (5)

Quarta-feira, 25 de Junho de 2008
O passado já lá está...

 

 

     Fiquei a pensar que devia haver ali mais qualquer coisa. De facto, entendemo-nos pelo meu filho, mas sem ele presente é muito raro termos convivência social. Tratamos das coisas necessárias para o bem estar dele, discutimos às vezes, mas normalmente não socializamos, ela seguiu o caminho dela, eu segui o meu, conseguimos ter um relacionamento minimamente estável para bem estar do nosso filho...

     Mas é só. As dividas que sobraram do casamento, cujo acordo de pagamento foi violado de forma sistemática pela outra parte, algumas das quais ando eu a pagar por questões de honra, e que me fazem ter o nome sujo no Banco de Portugal, levaram a que não sinta qualquer vontade de socializar com ela. Que o rancor, a raiva, a mágoa, a dor, isso tudo já se foi embora há bastante tempo, costumo dizer que não sou gajo de rancores e nem preciso de lutar muito para me passar o azedume. Simplesmente vai embora, o tempo sempre foi o melhor mestre da minha vida...

     De forma que o convite para irmos tomar um café, a propósito de assinar papeis para a escola do nosso filho, hoje de manhã fez-me sentir a pulga atrás da orelha. Pensei logo que ela devia estar para a pregar, mas fiquei curioso (que nós gajos também somos curiosos) e lá fui, a ver o que me saía na rifa desta vez. Porque se algumas coisas a vida me vai ensinando é a confiar desconfiando, quando do lado dela vejo muita afabilidade, bom...

     Falou-me que pensava ter outro filho, gostava dar um irmãozito ao meu menino, e perguntou-me se não me importava de guardar as roupas deste para o que ela eventualmente venha a ter. Referiu que anda a fazer exames para ver se está tudo bem, que não sabe ainda se tal será possível, mas que se acontecesse gostava de saber se eu lhe dava a caminha, a banheira, as roupas e o mais que por lá tiver guardado.

     Mas, mais interessante, perguntou-me se o facto de pensar ter outro filho não me fazia diferença, se não mexia comigo. Percebi logo onde queria chegar, ela já me tinha falado um dia de reatarmos a nossa vida, mas eu recusei a ideia na altura e continuo a recusá-la, não voltaria a ter a confiança que um dia depositei nela e que foi humilhantemente desprezada...

     Não me faz qualquer diferença. Não me faz mesmo nada. Quanto às coisas que o meu filho vai deixando para trás, não sou de guardar nada, vou dando a quem precisa para não estar a fazer monte. Não tenho grandes laços afectivos pela maior parte das coisas, pelo que o melhor mesmo é ir ajudando quem necessita. Pode ser para o irmãozito dele, se tal vier a acontecer, posso guardar a banheira, a caminha, a bicicleta, os brinquedos, as roupinhas e o mais que houver para essa criança. Mas não deixei de a lembrar que essa minha boa vontade pode encontrar correspondência num cheque com mais de dois anos que anda na minha carteira à espera de ser "devidamente aprovisionado"...

     Por acaso, até me senti bastante bem depois de socializar com ela. Pagou a despesa, coisa rara, e foi à escola levar os papeis da matrícula do filho, os mesmos que ontem não quis assinar porque um deles dizia que eu era o encarregado de educação do menino. Sempre fui, mesmo quando éramos casados, porque não haveria de continuar a ser agora? Mas disto tudo o melhor é ver que o "passado já lá está", mesmo apesar do "raio de uma sorte cinzenta", como diria mestre Jorge Palma...

     Não porque o tivesse enterrado ou tivesse fugido dele, mas simplesmente porque, como em tudo na minha vida, aprendi a lidar de frente com ele...

     A gente vê-se por aí...

 

 


sinto-me: de bem com a vida...
música: O centro comercial fechou - Jorge Palma

vadiado por homem de negro às 12:21
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (4)

Terça-feira, 24 de Junho de 2008
Quero-te...

 

 

E, baixinho, de voz doce
Que assim chama, ardente
Sussurra palavras, estranhas
Perdido no olhar, tão quente

Semi-cerra, querendo
Nas nuas mãos, o olhar
Prova-lhe o corpo, ternura
Lábios unidos, de amar

Momentos únicos, dos dois
Perdidos no tempo, tão real
Sentida loucura, bem dentro
Dois corpos em entrega, total...

 

 

 


música: Je t'aime - Serge Gainsbourg e Jane Birkin

vadiado por homem de negro às 12:47
Ligação vadia | Vadia para mim

Segunda-feira, 23 de Junho de 2008
Cheira a verão

 

 

     Já deu para sentir um cheirinho a Verão a sério durante este fim de semana. Especialmente no Sábado, que foi um dia bastante quente. O facto de parte do meu trabalho aos fins de semana na fotografia ser andar de um lado e para outro, permite-me ir ganhando um corzinha que faz alguma inveja aos mais incautos...

     Seja como for este texto não é para dizer nada, apenas para desejar aos "compagnons de route" uma excelente semana, de férias ou a trabalhar, apesar da chuva que caiu esta noite, e colocar uma musiquita mais alegre, a cheirar a praia e vadiagens marítimas...

    

A gente vê-se por aí...


música: Feel the rush - Shaggy

vadiado por homem de negro às 10:39
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (2)

Sábado, 21 de Junho de 2008
Cromos em destaque...

 

  

(fonte: internet)

     Vital Moreira é um homem que veio da esquerda, mais precisamente do Partido Comunista Português, partido do qual se afastou por se encontrar em desacordo com as políticas que professavam os seus antigos dirigentes. Nada de mais natural, na minha óptica, afinal a liberdade democrática serve para isso mesmo, para podermos protestar contra o que achamos que está errado. Não lhe conheço grandes ligações à politica actualmente, o que deve ser falta minha, mas vou acompanhando regularmente os assuntos sobre os quais se pronuncia e assusta-me a facilidade com que este homem se cola ao governo, seja ele qual for.

     Desilude-me o artigo que escreveu para o Público, que se pode ler em http://aba-da-causa.blogspot.com/2008/06/oportunidade.html, nomeadamente por, declaradamente, considerar que os eleitores irlandeses ao rejeitarem o Tratado de Lisboa o fizeram porque a maioria não percebia o que lá estava escrito.Se o que lá está escrito não é acessível ao comum dos mortais, caberia a quem o redigiu que o tivesse feito de forma a que o mais comum dos mortais o conseguisse entender. Ou terá sido feito por meia dúzia de iluminados que só entendem que existe mais mundo para além do seu quando os seus tachos são ameaçados?

     De facto, chamar burros aos eleitores irlandeses parece-me deselegante demais, até para um vira-casacas como Vital Moreira. O que se assistiu foi que em Portugal foi dado o dito por não dito por um primeiro ministro aldrabão, que mentiu aos portugueses dizendo-nos que faria um referendo e depois, fazendo jus à subserviência que se lhe reconhece, voltou atrás com a palavra dada. Na Irlanda isso não foi possível porque a Constituição desse país obrigava a que se fizesse o referendo, pelo que é caso para perguntar se os burros são os irlandeses...

     Chamados às urnas, pronunciaram-se como se pronunciariam a maior parte dos povos da Europa se fossem consultados. Não, porque esta Europa não serve aos trabalhadores, aos mais necessitados, aos emigrantes, às classes mais baixas. Não, porque estamos fartos de que nos comam por parvos. Vital Moreira até pode considerar que os irlandeses não são muito inteligentes, pois são uns gajos que querem é beber e ver futebol, mas não pode ignorar o facto de eles terem escolhido o que acharam correcto. Ou só são inteligentes os que votaram a favor?

     Fraca perspectiva cultural e intelectual se encontra em quem elabora esta observação:  "A decisão dos eleitores até é racional, pois as pessoas votam habitualmente contra aquilo que não conhecem. Trata-se de um elementar instinto de defesa contra o desconhecido. O que não é racional é submeter a decisão popular matérias de elevadíssimo grau de complexidade e dificuldade, que a generalidade dos eleitores não pode razoavelmente compreender, não podendo por isso apoiar. A verdade é que nem tudo é referendável, a começar por longos tratados ou extensas leis, sobretudo quando se trata de uma intragável colecção de emendas de diplomas anteriores, como era o caso."

     Traduzido em português desse normal para o mais comuns dos portugueses entender, dá isto: "Estes gajos são uma cambada de burros e não percebem nada disto, nós é que somos inteligentes e, portanto, nós é que sabemos o que eles querem e precisam, portanto toca a impor-lhes o Tratado de Lisboa sem mais demoras. Mais nada." Ou então, se calhar, sou eu que sou burro e não estou a ver bem a coisa, mas também antes quero ser burro do que desempenhar o papel a que este senhor se presta...

     Digo-lhe eu, agora directamente senhor Vital Moreira, que sou dos que até faz um esforço para perceber estas coisas e até me considero um gajo inteligente (pelo menos esforço-me), que seria melhor, em determinados assuntos, que o senhor simplesmente fechasse a matraca e deixasse de se colar ao poder. Mais, atrevia-me até a aconselhar V.Exª a parar de passar a mão pelo pêlo aos diferentes governos e a lembrar-se mais daqueles a quem parece ter esquecido e para os quais ainda chegou a trabalhar por amor à camisola. Porque esses não se esquecem que o senhor era encarado como futuro líder do partido. Mas como ser líder desse partido não dá dinheiro, apenas trabalho.....

     E lamento mesmo que o blogue no qual o senhor escreve a meias com outros "camaradas" seja tão democrático que não permite comentários. Sinais dos tempos, a adopção da censura para se libertarem de responder a quem vos critica parece ser apanágio dos políticos. Ou então são todos adeptos do fascistoide abrupto. Ou então ainda, somos nós, os que vadiamos por aqui, que somos burros e como tal não nos devemos pronunciar sobre aquilo que não entendemos...

     A gente vê-se por aí... 
 

 


música: Hit Song - Peter Murphy

vadiado por homem de negro às 02:28
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Sexta-feira, 20 de Junho de 2008
Animações...

  

 

 

     Já que a nossa selecção não teve o condão de nos dar alegrias anteriormente sentidas, não deixando eu de reconhecer que a Alemanha é, efectivamente, mais forte, nada como fazer jus da técnica extremamente portuguesa de beber para festejar, beber para esquecer...

     Assim sendo, o almoço de hoje no tasco do meu amigo Figueiredo tinha forçosamente de ter banquinho fresco para animar o pessoal. A acompanhar o branquinho, nada melhor que um bom prato de batatas novas com pele e sardinha assada...

     Acreditem, companheiras e companheiros, vai para aqui uma animação...

     Um excelente fim de semana, a gente vê-se por aí...

 

 


música: Take this waltz - Leonard Cohen

vadiado por homem de negro às 16:01
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (3)

Até 2010...

 

 

O futebol é um jogo de 11 contra 11 e no fim ganham os alemães.

 

Gary Lineker

 

 



vadiado por homem de negro às 11:40
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (2)

Never...

 

 

Just dance with me tonight...

And never say goodbye...

 

 


música: Take this waltz - Leonard Cohen

vadiado por homem de negro às 00:28
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (3)

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
Não queria...

 

 

Não queria ver-te partir

assim, de coração magoado.

Uma lágrima no olhar,

o imenso sorriso apagado.

 

Não queria deixar-te ir,

fico mais pobre e sozinho.

Se souber que ainda estás aí

é mais fácil o meu caminho…

 

Não queria olvidar-te

esquecer o nosso mundo.

Deitar simplesmente a perder,

esse nosso sentir profundo

 

Dias há na vida de todos nós,

que mais valia não existirem.

São dias de magoar

Bom seria nem nascerem…

 

Peço-te, não vás ainda,

fica só mais um pouco.

Dá-me de novo a tua vida,

quero ser de novo louco…

 

Dói-me este meu vaguear,

de alma só e perdida.

Por favor, não vás ainda,

Desejo tanto a tua vida…

 

Um dia mais, tudo igual,

a tristeza de sempre perder.

Queria apenas ser teu amigo,

que mais me resta fazer?

 

Tantas palavras, dias, momentos,

insano ser que sente de verdade

Chora meu coração por saber

que perdi a tua amizade…

 

Quero-te muito, sabes bem

devo-te parte de mim.

O meu ser por ti se encantou,

não queria ver-te partir assim…

 

 

homem de negro - poemas vadios

 

 


música: Finalmente sós - Jorge Palma

vadiado por homem de negro às 00:24
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (2)

Terça-feira, 17 de Junho de 2008
O meu eu...

 

 

 

Sentir. Olhar.

Viver. Existir.

Querer. Buscar.

Gostar. Amar.

Pensar. Dizer.

Desejar. Alcançar.

Ser. Estar.

Ficar. Partir.

Ouvir. Guardar.

Acarinhar. Idealizar.

Voar. Lutar.

Falar. Caminhar.

Chegar. Amainar.

De quantas palavras é feito um ser?

 

 


música: Epitáfio - Tim

vadiado por homem de negro às 22:50
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Segunda-feira, 16 de Junho de 2008
Olá companheirita...

 

 

 

(fonte: internet)

     Fizemos juntos muito deste nosso caminhar, em noites vadias e perdidas em muitas terras das quais nem já lembramos a passagem. E eles também não se lembram de nós, seguramente. Lembro-me de nós a dormir na praia, dentro de um saco cama, com grandes bebedeiras, vestidos de negro, carregados de vida, em manhãs de muito sol e olhares estranhos. E de ressacas monumentais curadas a galões naquela esplanada de Buarcos e mergulhos no mar frio...
     Quanto do nosso caminho foi feito juntos? Não saberíamos quantificar, as vezes que fomos a concertos, a sopa da tua mãe em fins de semana malucos, quando fomos acampar, os abraços que trocamos, as vezes que saímos com a tua manita, as idas ao States de vestes negras e vontade de ajavardar, o encontro de duas formas de ser diferentes mas que sempre se enquadravam. Lembrar-te-ás também das alcunhas, o Xutos e o Outro Mundo...
      Estiveste por perto quando a minha irmã se foi embora e isso nunca me saiu do coração, estiveste lá quando me casei e foste dos últimos a ir embora quando a festa terminou. Tive o prazer de fotografar o teu casamento num dia em que estava mesmo muito doente e que me vi à rasca para chegar até à serra, mas de forma alguma poderia deixar de ir. Quando a vida foi seguindo o seu rumo, nunca deixamos de ir falando, sempre prometendo que "havemos de ir jantar um dia destes"...
     Hoje recebi a melhor das notícias, que chegou a tua filhota, menina bebé, que correu tudo bem e que a mãe está bem. Fiquei por demais feliz. Por ti. Pela tua esposa. Pela vossa filha. Por mais um bébé que chega a este mundo. Por mim até, que gosto muito de vocês e que fico feliz por te ver feliz. Um abraço, meu Amigo, de horas boas e, especialmente, de horas más. Um daqueles grandes de fazer estalar os ossos e, como diria o meu filho, "à homem, com palmadinhas nas costas"...
     Um beijinho especial para uma especial mamã que deitou as gadanhas ao meu Amigo e nunca mais o largou, roubando-lhe o coração. Quanto a ti, bem-vinda sejas, companheirita, espero que sejas feliz pois já nos fazes a nós todos muito, muito felizes. Estou mesmo a ver o olhar embevecido de uma certa família a olhar para mais um rebento...
      Seguimos então, companheiro, meu velho do caraças, um novo pai que há-de andar na rua e ouvir as pessoas gabar-lhe a neta que leva pela mão...  A vida vai, todos os dias... Um dia destes havemos de ir jantar juntos para comemorar...
     A gente vê-se por aí...

 

 


música: Joaninha (bem vinda) - Da Weasel

vadiado por homem de negro às 22:00
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Sexta-feira, 13 de Junho de 2008
Um ano mais...

 

 

Um ano mais... Fazes-nos falta...

Até amanhã camarada...



vadiado por homem de negro às 05:30
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (1)

Quinta-feira, 12 de Junho de 2008
Hipocrisias...

 

Lá vem ela… com as Touradas!

 

 

Pára tudo!

 

Então o Tribunal de Lisboa proíbe a transmissão em directo da corrida de touros da RTP, no domingo, em Santarém? Com o argumento que, e passo a citar, : «poderá permitir que, em nome da boa formação das nossas crianças e jovens, argumentos ofensivos, sem fundamento e de má-fé venham substituir os exemplos de coragem, arte, destreza técnica e tradição, que são a base da tauromaquia»

 

Como disse?

 

Então e as maratonas de telenovelas e morangos com açúcar? Não tem argumentos ofensivos? Quando aqueles fedelhos mostram aos nossos jovens e crianças a bela arte de ofender os pais? Que é fixe trair o marido 3 vezes num dia e chegar a casa como se nada fosse? Boa formação e valores, onde estão? Devem ser exemplos de coragem e eu não percebi…

 

Então e os programas da manhã e da tarde com conversas eruditas entre a D. Júlia Pinheiro e as prostitutas? Programas cheios de boa formação e conteúdo, sem dúvida! Deve ser tradição e destreza técnica…

 

E o célebre programa dos Incríveis? Cultura? A maior parte nem sabe falar português! Sabe sim assassinar o nosso idioma! E os valores culturais? Brutal! E os jogos de futebol? Cultura? Muitos com a presença do nosso Ilustre Excelentíssimo Presidente da República, em que só se vê e ouve asneiras e 22 brutos a escavacarem-se uns aos outros. Violência? Não… cultura!

 

E os filmes a meio da tarde?! Não podem ser alvo de censura?

 

Mais? Conseguia escrever um post de 2 metros!

 

Claro que a melhor maneira de proteger as nossas crianças é privá-las da escolha, do acesso à nossa cultura e costumes!

 

Vamos remover dos livros de história que escravizámos populações inteiras, que tivemos uma ditadura, tal como fizemos com o massacre da Rua da Judiária de 1506. Vamos deixá-los num mundo de ignorância, em que tudo é cor-de-rosa e certas coisas só existem na Nintendo.

 

No entanto, podemos sempre deixá-los saber que a Joana foi morta pela mãe e deitada aos porcos. Que a Maddie foi sedada e morta pelos pais, e mesmo que existe uma menina que foi sequestrada pelo pai e esteve numa casa durante anos e que teve filhos dele.

 

Melhor! Vamos dizer-lhes que Portugal é o futebol e que todos devemos pendurar uma bandeira à janela e torcer pelos homens mais importantes do país. Que o seu futuro ideal é esse, pois podem ter casas, carros e mulheres e nem precisam de saber falar, ler ou escrever!

 

Vamos dizer-lhes que o Primeiro-ministro fumou num avião da TAP, infringindo todas as leis que ele próprio impôs, mas que não faz mal e nem tem de pagar multa porque ele já disse que deixou de fumar!

 

A única coisa que interessa mesmo é não verem a tourada que vai passar na TV, que não pode ser em directo e tem bolinha vermelha. As cenas de sexo e violência dos filmes não faz mal… não é em directo. Os cadáveres do CSI e afins? É cultura. Afinal, um dia podem tornar-se assassinos e já vão com meia escola aprendida.

 

Força nisso! Pode ser que eles cada vez mais achem que as alfaces vêm do continente! Vamos priva-los da nossa cultura, mas não de mais nada!

 

 

Vá, agora chacinem-me aí na caixa dos comentários. Se quiserem, de seguida, fazem o teste do mais querido dos animais, porque a maior parte dos produtos de limpeza, cremes e champôs que usam, chegam às vossas casas depois de muito testes em coelhos e outros. Por um lado, o Touro tem uma vida de lord nas lezírias e trabalha 1 dia na vida. Para entretenimento dos humanos, é certo. É a nossa cultura, a nossa TRADIÇÃO. Se a rejeitam? Estão no vosso direito, mas não privem as nossas crianças da escolha e da liberdade.

 

Não tarda nada vivemos num mundo tão hipócrita que até dói.

 

Mas isto sou eu, que dou liberdade à minha filha para fazer as suas escolhas, que a levo a espectáculos de todo o estilo, que não a obrigo a ir à catequese porque deve escolher a sua religião ou fé quando sentir ou quiser, mas... não a deixo ver morangos com açúcar e CSI.

 

 


 

Delicioso. Real. E eu não gosto de touradas. Mas quanto ao resto estou efectivamente de acordo com a maior parte das coisas. Mainada...

Podem visitar a autora em www.aragana.blogspot.com.

 


vadiado por homem de negro às 13:27
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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
Nothing else matters...

 

 

 

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

Never cared for what they do
Never cared for what they know
But I know

I Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don't just say
And nothing else matters

Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters

Never cared for what they say
Never cared for games they play
I never cared for what they do
I never cared for what they know
And I know yeah!

So close no matter how far
Couldn't be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters

 

 

 



vadiado por homem de negro às 01:51
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008
A bota e a perdigota...

 

 

(fonte: internet)

 

     Vibrante o discurso de ontem à noite de Manuel Alegre no "comício das esquerdas": Um verdadeiro discurso daquela esquerda que fundou o PS.  Incisivo, corrosivo, a dar aos bois os nomes que eles merecem, a dizer ao seu partido que não é assim que se governa um país em crise. Gostei de o ouvir, gostei de ver que ainda existe dentro desse partido de esquerda que governa à direita "alguém que resiste, alguém que diz não"...

     Mas, já agora, que aqui me é permitido o reparo, gostava de saber porque raio o Manuel Alegre, enquanto deputado, vota favoravelmente todas as propostas que o PS apresenta à assembleia e nunca se houve botar faladura contra. Disciplina de voto? Então onde fica o alguém que resiste? À porta da assembleia da republica?

     Manifestamente, um caso da bota não dar com a perdigota...



vadiado por homem de negro às 11:05
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Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Gente de merda...

 

 

 

Agressões Familiares
 
Estudo demonstra que o pai é o pincipal agressor no seio familiar
 
Mais de metade das crianças vítimas de agressão sexual no seio familiar são abusadas pelo pai ou padrasto concluiu um estudo desenvolvido por Francisco Taveira, investigador da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), a que a Lusa teve hoje acesso

 

 

De acordo com os dados recolhidos na delegação Norte do Instituto de Medicina Legal (IML), entre 1997 e 2004, 45 por cento das crianças abusadas no seio familiar foram vítimas do próprio pai e seis por cento do padrasto.

A investigação, coordenada por Teresa Magalhães, directora do IML/Porto, teve como objectivo caracterizar o abuso sexual de crianças e jovens no contexto intra e extrafamiliar, para perceber as diferenças que existem entre as duas situações.

Em declarações à Lusa, Teresa Magalhães disse que o estudo foi, entretanto, alargado até 2007, mas os dados obtidos não revelaram «diferenças substanciais».

Apesar dos números definitivos ainda não estarem disponíveis, a directora afirmou que «há um ligeiro aumento» dos casos de agressão sexual a menores intrafamiliares, mas com «uma diferença pouco significativa»

«O facto de termos registado um ligeiro aumento não significa necessariamente que este crime esteja aumentar, pelo contrário, penso que significa que é um crime que se está a tornar mais visível, o que poderá até ser entendido como um indicador positivo», sublinhou.

Segundo os autores da investigação, «uma melhor compreensão das características dos diferentes tipos de abuso permite melhorar a detecção dos casos e encaminhar, tratar e proteger as vítimas de forma mais adequada».

No período de tempo estudado (1997/2004), foram detectadas 1.141 ocorrências relativas a exames de natureza sexual realizados a crianças e jovens entre os zero e os 17 anos.

Sessenta e sete por cento destes casos foram analisados pelos investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), que concluíram que 34,9 por cento das situações reportavam a abusos intrafamiliares.

Destes, 45 por cento são vítimas do pai e seis por cento do padrasto.

As vítimas, com uma idade média de 11 anos, eram maioritariamente do sexo feminino (83,6 por cento). Os abusadores foram homens em 99,6 por cento dos casos, verificando-se apenas um caso em que a abusadora era a mãe.

Os investigadores verificaram também que, nos casos de abuso intrafamiliar, a vítima é mais nova, os abusos são menos intrusivos, mas as práticas são mais repetidas e muito difíceis de detectar e diagnosticar.

As crianças agredidas por indivíduos exteriores à família sofrem abusos mais violentos, mas com menor frequência. Os autores do estudo concluíram que «estes casos extrafamiliares são detectados e travados mais precocemente».

No entanto, os especialistas em Medicina Legal verificaram que, mesmo quando o abusador é exterior à família, em 65 por cento dos casos é uma pessoa conhecida da criança abusada.

Os dados analisados pelos investigadores permitiram ainda concluir que uma grande parte dos abusadores já tinha antecedentes de comportamentos sexuais desviantes e que a maioria das crianças (37 por cento) foi abusada sob violência física e 21,2 por cento sofreram ameaças verbais «que muitas vezes incluíram ameaças de morte».

Teresa Magalhães salientou que é «muito difícil detectar os casos de violência sexual intrafamiliar dada a falta de visibilidade de situações suspeitas e o controlo da vítima pelo medo».

A directora do IML acrescentou que, embora as crianças possam não ter consciência de que são vitimas de abuso sexual quando são muito pequenas, a partir dos seis anos crescem os sentimentos de vergonha que, aliados à fragilidade inerente à idade, à condição de vítima e à perda de confiança são causadoras de sérios problemas de foro psicológico.

 

Lusa/SOL

 



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Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
Os putos...

 

 

     Não me canso nunca de deixar sair o puto que existe em mim para brincar com o outro puto que mora lá em casa. Dizem-nos, "vocês parecem dois miuditos", a gente ri-se e lá segue com as brincadeiras, quando não há que fazer ao fim de semana é certo e sabido que a coisa mexe. Calhou bem, este fim de semana não houve trabalho pelo que estou aqui que nem me sinto...

     Sábado à tarde, depois de arrancar parte das muitas ervas que a chuva tem feito crescer, ter cortado um arranco do pessegueiro que teimava em tapar a entrada e ter despontado as videiras, foi tempo de rumar até ao campo da bola lá da terra, onde a escola local organizava a sua feira anual. Espaço grande e arejado, toca a vestir fatos de treino e sapatilhas para andar à vontade, ainda levei a máquina fotográfica para fazer uns bonecos, mas esta nem saiu do carro...

     Deambulámos por lá até encontrar uma baliza disponível e um monte de putos com sede de bola. Instalou-se o caos, comigo a fazer de guarda-redes, massagista, gajo dos abraços, conciliador, aguadeiro, enfim, o que fosse preciso. Eram suposto ser duas equipas, mas a coisa estava tão misturada que ninguém sabia quem era quem e todos jogavam contra todos. Era preciso era rir e rapidamente sanear as inevitáveis brigas...

     Eram sete da tarde quando lá chegámos, saímos de lá por volta da meia noite, cobertos de pó e lama, como meu puto já a fazer birras de sono. Ainda consegui convencê-lo a comer uma grelhada mista e um caldo verde, por volta das 9h00, mas a maior parte do tempo foi mesmo só bola, quando chegámos a casa foi tomar um banhinho e logo a seguir dormir...

     No domingo, a ideia era ir a um parque de insufláveis mas quando lá chegámos batemos com o nariz na porta, estava a decorrer uma festa privada e o espaço tinha sido completamente alugado para uma menina que fazia o primeiro aniversário. Não houve outro remédio que rumar ao Parque do Urso, a abarrotar de gente, uma bola, um gelado e uma espécie de kart fazem sempre maravilhas à felicidade de uma criança...

     Foi mais uma tarde de brincadeiras, é encantador a facilidade com que os miúdos fazem novos amigos e rapidamente planeiam brincadeiras e desbravam caminho. As calças, como de costume, lá iam cheias de manchas de relva, um arranhão num braço, as unhas cheias de terra mas em contrapartida um enorme sorriso e um brilho no olhar...

     Não é difícil fazer de todos os dias dia da criança, basta às vezes um pouco de tempo e, acima de tudo, muita vontade. E isso ainda é mais complicado para os monoparentais que tudo têm de gerir sozinhos e tudo têm de providenciar por sua conta. Mas vale a pena, pelo abraço de mimo que levo quando o sono pesa mais e ele se enrosca no meu colo, pelo cheirinho a menino, pela alegria, pela vida...

     Ah, e pelas saídas do gajo pois quando chegou a hora de ser contrariado, lá saiu a inevitável resposta pronta e mafiosa: "Hoje é dia da criança, os pais têm de deixar os filhos fazer tudo o que quiserem". Está-se mesmo a ver...

 



vadiado por homem de negro às 12:33
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