Quando eu morrer, dá-me um cravo vermelho, simbolo da liberdade, e leva-me ao mar. Não chores, a vida é o que mais bonito temos e eu procurei sempre viver a minha da forma mais pura possível... Porque sei sorrir e sei chorar... Bem-vindo sejas...
Sexta-feira, 30 de Junho de 2006
Vai um bife?

Corro o risco de me espalhar, mas pronto, a malta está animada e amanhã até vai haver festa da cerveja no Parque da Cidade, a zona que pomposamente chamamos docas, seguida, à noite, de espectáculo pirotécnico, portanto vamos mesmo é apoiar a nossa selecção e gritar bem alto o nosso nome, o nome de Portugal...

 

Somos pequenos no tamanho

Mas grandes no querer

Lutaremos até à exaustão

Só queremos vencer

 

Nesta tarde tão importante

Sei que não estarei só

Vamos a eles, vamos a eles

esmagá-los até à mersó

 

Estás no nosso coração

Selecção de Portugal

Agora é a vez dos ingleses

Vamos ganhar o Mundial

 

Esta merda está a correr bem

Até já falo em rima

Bifes abram bem a pestana

que vos vamos saltar em cima

 

No peito as cinco quinas

A bandeira no coração

um sorriso no olhar

e um copo de cerveja na mão

 

Já vai longo o poema

e eu não percebo nada disto

Jogaremos por ti Deco

E também por ti, ministro

 

Ena, isto ficou porreirinho, uma maravilha para quem não é dado às artes da poesia...

Seja como for, um grande fim de semana para todos e muita força para a nossa selecção...

A gente vê-se por aí... a festejar...



vadiado por homem de negro às 17:43
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Coisas de menino...

    

     Conforme cresce, o meu filho vai arranjando sempre maneira de me surpreender e, sobretudo, de me encantar... Com as coisas que diz e, especialmente, com aquelas que faz...

     Face ao ultimo ano complicado entre os pais, com a separação e dado que procuramos que ele não sofra muito com isso, achei por bem não o pressionar muito para que largasse a fralda mas já vai sendo tempo de o fazer, pelo que, tenho vindo a tentar que ele se levante e vá à casa de banho.

     Diga-se em abono da verdade que não tenho tido muito sucesso, ao fim de semana lá tenho que pegar no colchão e colocá-lo na rua para apanhar sol e perder o cheirito que duas ou três mijadelas por semana vão deixando. Já lhe dei umas palmadas, a chamada psicologia tradicional, mas depois pensei que não podia chegar-lhe a roupa ao pelo de vez que ele fizesse xixi na cama, teria que ser outro o caminho...

     Optei então pelo suborno, mostrando-lhe por exemplo a roupa que ia vestir no dia a seguir e dizendo-lhe que se fizesse xixi na cama, de manhã vestir-lhe-ia uma roupa velha. Ou então com bolachinhas de sortido, coisa que ele adora. O sucesso foi algum, mas de vez em quando lá se esquecia e pronto, mais uma mijadela...

     Eis senão quando, ontem à noite ele, sendo a semana da mãe, resolveu que queria ir para o pé de mim. Fomos comprar cadernos para desenhar e dar uns chutos na nossa nova Teamgeist para um parque e eu fui conversando com ele, como tenho feito ultimamente, para que ele se comece a mentalizar que tem de ir à casa de banho porque em casa da mãe ele já vai sozinho, levanta-se e vai...

     Cada vez que eu tocava no assunto, sempre com as palavras embrulhadas num sorriso ou numa gargalhada, lá me dizia ele "Lá estás tu a falar no mesmo...", ao que eu respondi "Pois pá, tu tens de ajudar o pai senão a tua cama vai ficar a cheirar mal. E se queres que eu durma ao pé de ti, onde me deito, no xixi?". Ele ria-se, malandrito , e dizia "Pronto, tá bem..."

     Banhinho tomado e biberão de leite aviado, empreendemos uma "caça às melgas" para eu não ter que usar spray, depois a seguir caminha, fiquei um pouquinho ao pé dele para as "festas no caxaxo " do costume, ele adormeceu e eu fui dar uma olhada nas notícias do mundial e ver qualquer coisa da fox antes de ir dormir...

     Adormeci no sofá e era para aí uma hora quando ele me chamou, se eu podia ir com ele à casa de banho. Não cabia em mim de contente, fui com ele de mão dada e a seguir ele voltou para caminha. Por volta das quatro da manhã, levantou-se sozinho e desta vez, tendo o bacio no quarto, fez xixi e voltou para a cama. Fui lá espreitar e aconchegar-lhe a roupa, senti-me tão satisfeito com o meu meninito, cada vez mais independente, que acabei por dormir ao pé dele...

     Mas o que mais me surpreendeu durante a semana foi, um dia em que eu, ele e mãe subimos no elevador para cada um tomar o seu caminho, e ele dizer "A minha mãe e o meu pai... E eu...". Já aí confesso que me começou a bater a dor mas o que mais me tocou foi ele dizer a seguir "Eu queria é que vocês se casassem outra vez para ficarmos todos juntos...". A mãe riu-se nervosa, e eu tentei sorrir para segurar as lágrimas que teimavam em querer saltar-me dos olhos, respondi um embrulhado "É a vida filhinho...", dei-lhe um grande abraço e fugi dali para eles não me verem chorar...

     É verdade, já vou levando o meu caminho, já consigo estar bem a maior parte do tempo, já sinto coragem para viver outra vez... Mas esse puto danado que é razão do meu viver ainda me consegue desarmar totalmente com a sua inocência, com as suas palavritas, com os desenhos, inclusive tem desenhado, felizmente, "o pai, a mãe e o filho...", eu tento sempre explicar-lhe que o pai e a mãe estão separados mas gostam muito dele e que estarão sempre a seu lado...

     Coisas de meninito... Coisas do meu meninito...

     A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 15:56
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Quinta-feira, 29 de Junho de 2006
Amor incondicional...
Não… O grito surdo ecoava apenas na sua mente… Não, voltou a abrir a boca para gritar, mas apenas a sua mente ouvia o desespero que sentia roer-lhe o ser…
Correu atrás do velho autocarro da Rodoviária Nacional até as forças lhe faltarem e cair de joelhos com a dor a martirizar-lhe a alma, com o corpo preenchido por uma dor que até aí lhe fora desconhecida. Não, voltou a tentar gritar, mas apenas a boca se abria, as grossas lágrimas que lhe caíam do rosto traziam um pouco de calor aquele rosto gelado pela chuva intensa que caia…
Conhecera-a desde sempre, cresceram juntos partilhando as ondas da Nazaré, dividindo as noites em que juntos com as mulheres mais velhas rezavam e esperavam que o mar lhes trouxesse de volta os homens que tinham ido para a faina. Dias duros, aqueles, em que para por um pouco de pão na mesa os homens davam em troca às vezes a própria vida, lutando contra um mar duro que tantas vezes recompensava com a morte quem tanto o amava…
Lembrava-se dos dias em que o mar parecia fugir para longe deixando livres os areais situados no sopé do velho forte, levando os miúdos da sua idade em romaria até aquele local para brincadeiras que pareciam não ter fim. Lembrava-se de ver chegar a noite deitado na areia da praia, lado a lado com ela, sentindo-se o miúdo mais feliz do mundo, tendo por companhia uma ilusão e as estrelas no céu que pareciam abençoar aqueles momentos.
O sol ia dormir em pores-do-sol de uma beleza impressionante, a lua acordava e dava ao mar aquela cor prateada que os pintores lutam por conseguir e que enche a tela de luz… Sensações que ele não sabia descrever, mas que a presença dela tornava realidade na sua mente e que valiam uma vida…
João nunca tivera ninguém a seu lado pois aprendera amá-la só a ela, não precisava de ter mais ninguém pois ela significava toda a sua existência. Na escola primária partilharam a mesma cadeira, dividiam o lanche, estavam sempre juntos em correrias e brincadeiras, os outros miúdos diziam que eram namorados e eles coravam até à raiz dos cabelos negando uma evidência para toda a gente, menos para eles na sua cândida inocência…
Cresceram e João tomou o caminho do mar, como fizera seu avô, como fazia seu pai. Nunca chegou a dizer-lhe que a amava mais do que tudo na vida, nunca chegou e pedir-lhe que partilhasse a vida com ele. O sol e o sal tisnaram-lhe a pele e deram-lhe músculos e a resistência de um homem ainda a viver no corpo de um menino, a vida deu-lhe outros desafios, mas nunca teve coragem para lhe confessar que a amava e que a queria sua. Nos bailes de sábado à noite via-a a dançar com todos que lhe pediam e ele, com a alma dorida pela sua falta de coragem, ficava num canto a beber cerveja atrás de cerveja, esperando que o álcool lhe desse a força que precisava para se acercar dela e arrebatá-la dos braços dos outros homens, mas isso nunca acontecia e regressava a casa com os sentimentos entorpecidos e sentindo-se o homem mais só do mundo.
Apenas a mãe sabia, as mães sabem sempre o que vai no coração dos filhos. Ela própria já dissera a João que falaria com a sua amada, mas ele proibira-a terminantemente de o fazer. Amava-a no seu desespero, na sua solidão, da forma que sabia e tentava, assim, ser o mais feliz possível, sentindo-se sempre incompleto… Isabel teve namorado atrás de namorado, parecendo procurar sempre algo mais que ninguém parecia saber dar-lhe, contribuindo para o desespero dele que continuava a achar que só existia ela no mundo e que um dia o destino acabaria por os juntar…
A pele morena dela e os seus longos cabelos negros encantavam os seus sonhos, faziam-no sonhar com o dia em que os seus corpos se juntassem na areia de uma praia qualquer onde a lua e o mar viessem abençoar tanto amor, durante tanto tempo cultivado em silêncio… Para João ela não passava de um dos seus muitos sonhos de homem simples que apenas queria acarinhá-la, abraçá-la, amá-la com todo o seu ser, dar-lhe a sua vida…
Quase pensou consegui-lo no dia em que mãe de Isabel faleceu depois de muitos dias de luta inglória contra uma maldita doença que a comeu até aos ossos. Nesse dia João sentiu-se, apesar da tristeza do momento, o homem mais feliz do mundo pois voltou a ser o eterno companheiro dela, durante todo o dia abraçou-a, partilhou as lágrimas dela, acarinhou-a, como se voltassem os dois a ser meninos em eternas brincadeiras praia fora. João foi a âncora dela durante muitos desses dias maus, foi a amarra que lhe deu forças a ela para enfrentar o mar revoltoso dos seus sentimentos e da dor que lhe cruzavam alma, foi aquilo que ele sempre quis, estar ao lado dela quando a vida lhes pusesse dificuldades no caminho. João sonhou então que, desta vez, ela seria sua, que nunca mais o deixaria sozinho na noite com as suas lágrimas por companhia e a sua solidão por destino…
João sonhou mas, uma vez mais, voltou a perder pois ela rejeitava a aproximação de toda a gente. Menos dele pois, para ela, ele significava um porto seguro para onde poderia sempre ir quando estava triste. Mais nada, apenas o seu melhor amigo…
João foi levando os seus dias, amparando a sua solidão com o muito trabalho que o mar lhe dava, um homem do mar é sempre um solitário apesar de ter o céu e as ondas por companhia. Via-a de vez em quando, o rosto amado emoldurado pelo negro dos cabelos, o corpo esguio de menina tomou formas de mulher, sempre um sorriso eterno para ele, o seu melhor amigo, ela a mulher por quem ele nutria um amor incondicional…
O mar, seu companheiro, seu amigo, seu confidente, pregou-lhe então a última partida. Os barcos saíram para o mar em dia de borrasca, era necessário continuar a trabalhar pois o mau tempo já levava muitos dias e não podiam mais ficar a aguardar dias melhores… Saíram, mas o mar alteroso reclamou a vida de alguns, o barco do pai de Isabel, anteriormente chamada de Pôr-do-Sol, depois da morte da mãe rebaptizado de Pouca Sorte fez jus ao seu nome, foi um dos que não voltaram apesar das rezas das mulheres vestidas de negro que choravam de joelhos na praia. João voltou e passou o resto da noite na praia, de mão dada com Isabel, à espera de quem nunca mais voltaria para acarinhar o rosto triste daquela menina que se fez mulher depressa de mais e à custa de muito sofrimento…
Nada mais prendia Isabel aquele mar que tão feliz a fizera, mas que tanta dor lhe trouxera. Para as mulheres, naquele tempo, não havia muito que fazer numa terra de homens do mar como era a Nazaré, ainda longe dos dias cheios que o turismo trouxe, a saída era ir para Lisboa, tinha por lá família que se prontificou a recebê-la e a arranjar-lhe trabalho, de forma que ela pudesse seguir com a sua vida…
Não, tentou João gritar enquanto o velho autocarro desaparecia na curva da estrada… Não…
 


vadiado por homem de negro às 10:06
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Quarta-feira, 28 de Junho de 2006
Vale a pena pensar nisto...

Um pai, bem na vida, queria que o seu filho soubesse o que é ser pobre, e levou-o a passar uns dias com uma família de camponeses.
O menino viveu 3 dias e 3 noites no campo...
No carro, ao voltar para a cidade, o pai perguntou:
“- Então filho; como foi a experiência?”
“- Boa”, responde o filho, com o olhar perdido...
“- E o que e que aprendeste?” Insistiu o pai...

O filho enumerou...

1 - Que nós temos um cachorro e eles têm quatro...

2 - Que nós temos uma piscina com água tratada, que chega até metade do nosso quintal, eles têm um rio sem fim, de água cristalina, onde têm peixinhos e outras belezas...

3 - Que nós importamos lustres do Oriente para iluminar o nosso jardim, enquanto eles têm as estrelas e a lua para iluminá-los...

4 - O nosso quintal chega até ao muro. O deles chega até ao horizonte...

5 - Nós compramos a nossa comida feita, eles cozinham-na...

6 - Nós ouvimos CD's... Eles ouvem uma perpétua sinfonia de pássaros, periquitos, sapos, grilos e outros animaizinhos... tudo isso às vezes acompanhado pelo sonoro canto de um vizinho que trabalha na terra...

7 - Nós usamos microondas. Tudo o que eles comem tem o "glorioso" sabor do fogão a lenha...

8 - Para nos protegermos vivemos rodeados por um muro, com alarmes... Eles vivem com as portas abertas, protegidos pela amizade dos vizinhos...

9 - Nós vivemos ligados ao telemóvel, ao computador, à televisão. Eles estão "ligados" à vida, ao céu, ao Sol, à água, ao verde do campo, aos animais, às suas sombras, à sua família...

O pai ficou impressionado com a profundidade das palavras do seu filho e então o filho terminou:
“- Obrigado, Pai, por me ter ensinado o quanto somos pobres!”

Cada dia estamos mais pobres de espírito e de observação da Natureza, que são as grandes obras de Deus!
Preocupamo-nos em TER, TER, TER, e cada vez TER MAIS, em vez de nos preocuparmos em SER!!!

 

VALE A PENA PENSAR NISTO... AS MELHORES COISAS DA VIDA SÃO AQUELAS QUE NÃO SE COMPRAM...

 



Quando tenho possibilidades de andar por aí a vadiar encontro sempre coisas bonitas como é o caso deste texto que abafei no blog www.white-angel-.blogspot.com. Apresento as minhas desculpas pelo descaramento do gamanço e deixo a minha vénia ao autor desconhecido.

É que vale mesmo a pena pensar nisto porque as melhores coisas da vida são, de facto, aquelas que não se compram... Um por do sol, as ondas do mar, o vento que nos acaricia a pele, a companhia dos amigos, os carinhos do meu filho...

A gente vê-se por aí...

 



vadiado por homem de negro às 09:56
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Terça-feira, 27 de Junho de 2006
Hoje...

Hoje caíram as estrelas...
Hoje caíram os meus sonhos
Hoje acabaram-se os meus desejos...
O Hoje se tornou um pesadelo!

Onde estão os sonhos de ontem?
Onde estão os risos de ontem?
Onde estão os amores de ontem?
Onde estão os beijos de ontem?
Onde estão os carinhos de ontem? Onde estão as ilusões de ontem?

Foram-se no Hoje!
Partiram-se todos como vidro...
E agora?
Que sonhos sonharei?
Que risos terei?
Pelo que deverei viver?
E agora?
Acabaram-se as ilusões,
Acabaram-se os sonhos,
Acabaram-se os objectivos...

Se tudo acabou Hoje...
Se tudo ficou perdido no Hoje...
Se os ontens desapareceram no Hoje...

Como viver o amanhã?
Como sentir o amanhã?
Como rir no amanhã?
O amanhã agora é só um vazio,
Que nenhum ontem pode preencher mais.

 


 

Encontrei este poema em www.mar_praia.blog.pt, um dos locais que costumo visitar nas minhas andanças e que retribui as minhas visitas com muito carinho, abafei-o, com a devida vénia a quem quer que seja o autor e o agradecimento pela recolha inicial à dona desse blog...

Ao lê-lo, lembrei-me, de imediato, dos dias que se seguiram à minha separação e do pensamento que me assaltava constantemente: "Que vou fazer da minha vida?"...



vadiado por homem de negro às 15:26
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Segunda-feira, 26 de Junho de 2006
Até os comemos...

Confirmei este Domingo que há cada vez menos papões no que às artes da bola diz respeito e que as laranjas também têm mersó (vulgo moela). De facto, estes nosso heróis dos tempos modernos 

permitem que as nossas tristezas fiquem para mais tarde, pois por agora somos imensamente felizes. Sentimos esta bandeira que bate bate forte, muito forte, nos nossos corações, somos alegria, somos braços no ar, somos desconhecidos que se abraçam, somos "fair-play", somos, enfim, simplesmente portugueses...

E este gorducho simpático, recém regressado das estepes geladas, mostrou-nos, com este remate, que, afinal, as laranjas podem ser espremidas até à mersó ..

Já lá mora, campeão, essa nem o grande Van der Saar foi capaz de ir buscar... Obrigado pela alegria, pelas lágrimas, pelos saltos de doido na minha sala, pelos gritos, pelos abraços que troquei com o meu filho, por tudo...

Obrigado, selecção...

 



vadiado por homem de negro às 12:40
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Sexta-feira, 23 de Junho de 2006
Fim de semana...

Bom fim de semana...



vadiado por homem de negro às 18:09
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Quinta-feira, 22 de Junho de 2006
Reverência ao destino...

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e reflectir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso. E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer. Ou ter coragem para fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?
Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente eléctrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só. Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar. E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é segui-las. Ter a noção exacta de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefónica.
Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fracção de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.



Recupero hoje este texto que encontrei por aí num blog e que já publiquei anteriormente quando o meu blog ainda era menino, com a devida vénia ao autor que, honestamente, não sei quem é...

Fez muito sentido nessa altura e curiosamente continua a fazer muito sentido agora. Creio que há palavras que serão sempre palavras...

Um abraço... a gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 16:38
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Terça-feira, 20 de Junho de 2006
A solidariedade da Loba...
Recebi da Idade da Loba, que muitos conhecem, o texto que a seguir publico, com a devida autorização da dona e com a minha sempre presente vénia, acompanhada de uma foto que eu acho que se enquadra no espírito...
Hoje contaram-me uma história.
E pelo facto de vocês merecerem e pela grandiosidade da mensagem eu vou partilha-la com todos os que a quiserem desfrutar...
 
Uma escola secundária da pacata cidade onde vivo, e com o intuito de ocupar os tempos livres dos seus jovens estudantes, resolveu criar áreas opcionais tais como Artes, Jardinagem e outras mais (que agora não me recordo) e…. Voluntariado!
Para admiração dos dirigentes desta escola, obtiveram 15 “voluntários” (tantos? também digo eu!) … o que representou um problema, a curtíssimo prazo, pois as docentes responsáveis por esta área não tinham experiência neste tema.
Resolvido este pequeno problema com a criação de uma pequena equipa formada por três senhoras que, de há muito tempo a esta data, se dedicam a acções de solidariedade, onde se encaixa perfeitamente, o voluntariado, criou-se um movimento muito bonito como modo ocupacional de jovens (não dizem que o futuro do País tem de passar pelos jovens?).
O tipo de voluntariado escolhido consistiu em acompanhar, durante todo o ano lectivo e uma vez por semana, pessoas idosas da cidade. (É maravilhoso trabalhar com idosos… e eles precisam tanto de uma palavra amiga, de um sorriso, de um gesto carinhoso, de um olhar sincero.)
Cada uma das senhoras da equipa deram o seu contributo, o melhor que puderam e souberam… Para iniciar a Assistente Social deu uma pequena formação prática de como deveriam lidar e aproximar-se deste público (a maneira como nos dirigimos a eles, nunca por tu, os gestos que devem ser mais delicados, a serenidade da voz, entre tantos outros aspectos a ter em consideração).
Após formadas equipas de 2 a 3 jovens, e sempre acompanhados dos docentes e das duas representantes da Conferência de S. Vicente de Paulo, estas partiram para a concretização da sua opção: Praticar Voluntariado! Durante este tempo trataram de renovação de documentos, do pagamento de despesas mensais, tais como luz e água, da compra de alguns bens na mercearia ou frutaria,… e principalmente deram ALMA à vida de pessoas fragilizadas pela doença e pela solidão.
(Mas a história não fica por aqui…)
No final de um ano de muita acção dignificante por parte destes jovens que emprestaram uma alma nova a estes menos jovens, a equipa escolar resolveu oferecer um lanche à pequena equipa formada pelas três senhoras (como forma de agradecimento pela ajuda incansável e sempre pronta e sem a qual o seu trabalho não teria sentido) e aos seus novos amigos (como prova da importância destes na abertura de horizontes e na sua atitude).
O antes e o durante do evento resultou num conjunto de emoções desde há muitas guardadas num baú, envelhecidas pelo tempo, mas que foram timidamente soltas, por estes menos jovens esquecidos pela nossa sociedade.
(Confesso que chegada a esta parte da história, tive que colocar os óculos de sol, desculpando-me com a claridade que me incomoda)
 
O que podemos retirar desta história?
 
- Que o SOL quando nasce é para TODOS!
 
- Que há pequenos NADAS, para uns, que são TUDO para outros…
 
- Que a PARTILHA traz-nos riqueza ... interior!
 
Portanto, sejam SOLIDÁRIOS! Não custa nada e sabe tão, tão, tão bem…e alguém no mundo vos irá agradecer!
 


vadiado por homem de negro às 10:16
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Quarta-feira, 14 de Junho de 2006
A nossa selecção...

Tenho muita esperança na nossa selecção, apesar do arranque tremido, melhor mesmo assim do que nos últimos anos. A mesma selecção que chegou à final do Euro, que me fez chorar de emoção no jogo contra a Inglaterra, que colocou o meu coração a bater a mil, que me tem feito feliz tantas vezes em abraços trocados com o meu filho, gritos doidos e danças malucas...

Tenho uma grande paixão por futebol e vejo muitos jogos, de todos os clubes, com especial ênfase na minha Académica e no meu Glorioso, mas a selecção é aquela coisa que nos junta a todos, que nos faz pular e saltar, abraçar o parceiro do lado sem o conhecer, gritar a plenos pulmões, chorar tantas vezes de tristeza... Misto de sentimentos que se complementam, tanto se ama como se detesta, embora daqui a uns dias já não seja nada...

O Mundial tem sido uma festa, felizmente, com muito fair-play e com muita sã convivência, apesar dos cuidados extremos com a segurança, não tem havido problemas de maior, pelo menos para já... Esperemos que continue assim e que o futebol possa ser efectivamente, apesar dos ferozes detractores que por aí vão andando, uma forma de juntar os povos...

Fica a minha singela homenagem à nossa selecção com uma foto de uma bandeira que tive à porta de casa desde o Euro até apodrecer...

Força selecção, leva alto os nossos sonhos, dá-nos a alegria de um golo mais, uma gota de suor, a camisola rasgada, deixa-nos festejar a tua magia, viver mais um dia de alegria  e deixar os problemas para outro dia...

A gente vê-se por aí... a torcer pela equipa de todos nós...



vadiado por homem de negro às 11:28
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Andar por aí...

Aproxima-se um fim de semana que para mim vai ser prolongado, apesar de trabalhar no Sábado. Dias para descansar e andar por aí, para me perder por sítios lindos como este aqui

um pequeno paraíso que descobri para os lados de S. Pedro de Alva e que permitiu imagens tocantes como esta que se segue

Se o tempo meteorológico der para umas boas braçadas, seguramente que demandarei pelo meu amado Mondego, mais exactamente pela Barragem da Aguieira, se puder com o meu meninito e iremos até sítios como este

Às vezes escrevo melhor com a minha objectiva do que com as minhas palavras. Confesso admirador da beleza do nosso país, perco-me por aí nas minhas andanças, à procura de recantos maravilhosos, com o meu filho por companhia e a minha câmara à "mão de semear"... E como agora já vou sabendo colocar fotos no meu blog, vou deixando um pouco de lado a escrita, que não fica nunca esquecida, embora me seja difícil escrever com sentimento quando estou bem..

O estar bem é sempre relativo pois há dias em que me sinto extremamente desapontado com a vida, no entanto nesses dias esforço-me por vadiar, saudavelmente, levantar o rosto, sentir o sol a queimar-me a pele, o vento a acarinhar-me  o cabelo, o cheiro da terra molhada pela chuva dos últimos dias, a companhia do verde luzidio...

Nos últimos tempos tenho deixado o mar um pouco de lado e procurado o rio, tenho encontrado locais lindíssimos e passado tardes espectaculares. Ah pois e um destes dias, por causa das vadiagens à procura de praias fluviais no Mondego estava a ver que tinha de ir chamar um velhote com um tractor para tirar de lá a minha carrinha... eu devia ter ou um tractor ou um 4x4 , isso é que era assunto...

Seja como for, caros companheiros de estrada, esforcem-se por ser felizes porque, como diz a canção "A vida é para ser vivida e a morte é para ser esquecida...", a nossa passagem terrena é demasiado curta para ser desperdiçada com sentimentos de menor importância...

Bom fim de semana... Um grande abraço...

A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 10:50
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Sexta-feira, 2 de Junho de 2006
Um fim de semana mais...

Cheira a vadiagem, cheira a fim de semana e o meu filho vais estar comigo, pelo menos durante o dia, deixa-me as noites livres para vadiar... Assim sendo é sair daqui

e procurar locais mais frescos para recarregar as baterias, como este aqui

ou então como este aqui 

Seja como for, votos de um bom fim de semana para todos os companheiros destas lutas...

A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 17:49
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2006
Dia Mundial da Criança

Lentamente, aproximas-te

Olhas o meu olhar,

Ofereces-me o teu sorriso...

Chegas pertinho, bem perto

Dás-me o calor do teu peito

Um abraço cerrado, forte, doce

"à homem, com palmadinhas nas costas"...

A curva do pescoço,

Aquele local específico

Onde só nós pais sabemos

Existir um cheirinho diferente, "a bebé ...

Os carinhos que me pedes,

"Pai, faz-me festinhas no caxaxo "

Minha mão corre teu cabelo

Enroscas-te no meu colo...

Lado a lado, de mãos dadas

O nosso primeiro pôr-do-sol juntos

Pegas na minha mão e dizes:

"Pai, isto é tão lindo"...

Minha razão de viver,

A ti devo esta vida

És a bússola que preciso

Para orientar o meu caminho...

Palavras soltas, dispersas

Palavras simples, com um único fim

Dizer-te hoje, amanhã, todos os dias:

"Gosto tanto, tanto, tanto de ti que até te amo..."



vadiado por homem de negro às 18:27
Ligação vadia | Vadia para mim | Vadiagens (2)

homem de negro
Procurar vadiagens
 
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