Quando eu morrer, dá-me um cravo vermelho, simbolo da liberdade, e leva-me ao mar. Não chores, a vida é o que mais bonito temos e eu procurei sempre viver a minha da forma mais pura possível... Porque sei sorrir e sei chorar... Bem-vindo sejas...
Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010
Por quem não esquecemos...

    

    

     E pronto, mais um ano que passa e o nosso rei continua vivinho da silva. São já 68 anos e uma imagem eternamente ligada ao Benfica. Por cada ano que passa, muitas coisas mudam nas nossas vidas mas não a capacidade de relembrar pessoas que, de alguma forma cruzam a nossa passagem por este mundo...

     Porque, de entre os que partem e os que vão ficando, restamos nós para lembrar...

 

 

 

Eusébio da Silva Ferreira cumpre hoje 68 invernos. O rei faz anos, saudemo-lo então...

 

 

 

Miki Feher, 1979 - 2004.

 

Injustamente expulso do jogo da vida num dia de muita chuva por terras onde este país nasceu. Seis anos depois, paz à sua alma e a recordação de quem se foi embora envergando a camisola do Benfica...

 

 

 

 



vadiado por homem de negro às 01:34
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Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010
Ano novo...

 

 

"Um ano pleno da minha presença, sabor, essência, cheiro, cor, alegria, birras, lágrimas... de pequenos momentos que tu transformarás em memoráveis momentos. Vive-me. Beijo imenso"...

 

 



vadiado por homem de negro às 01:05
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Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010
Meros oito anos...

 

 

     Não tenho medo de desnudar a minha alma, de escrever com sabor a tristeza, com cheiro a lágrimas e a terra molhada. Nunca quis mais deste local do que poder colocar as minhas coisas, boas e más, como um porto de abrigo que guarda o meu ser. É um local publico porquanto aqui vem deixar de si muitas pessoas e levar de mim aquilo que eu puder oferecer. Sempre com um sorriso porque sorrir é a essência deste homem e porque sorrir é uma coisa simples e de coisas simples se faz o meu dia...
     Por isso hoje sorrio, de alegria, de carinho, de amor, de estar bem. Porque, há oito anos atrás por volta desta hora, pegavas no meu dedo e apertava-lo entre os teus e eu chorava. De alegria e felicidade por um dos momentos mais marcantes da minha vida e da minha existência tantas vezes solitária e triste. Porque quando se tem um filho, nunca mais a solidão fará parte dos nossos dias. Porque nessa hora, tal como agora, as lágrimas eram de felicidade...
     Oito anitos, meu pequeno homem. Oito anitos, meu filho. Sabem a tanto e a tão pouco porque ainda há tantas coisas que eu tenho para te ensinar, tantos abraços para partilhar, tanto caminho para fazermos juntos, tanto sorriso para oferecermos um ao outro. É que, sabes, como te digo tantas vezes, "Uma coisa bem feita, fica sempre bem feita. Uma coisa mal feita, tem de voltar a ser feita. Mas, muitas vezes, aprender é fazer o caminho novamente"...
     De facto, o tempo voa, mas todas as coisas que vivemos até agora reforçam-me a vontade de continuar a ver-te crescer feliz e saudável, de continuar a lutar todos os dias para que sorrias para mim e me faças feliz. Porque na luz do teu sorriso habita o meu mundo, porque me guias, porque és tudo para mim, porque a vida a teu lado continua a ser uma descoberta... Porque simplesmente... Como quando te acarinho nos meus braços e te digo "A tua sorte é que eu gosto muito de ti"...
     Oito anos, puto. Brutal. Amo-te...


vadiado por homem de negro às 01:49
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Sábado, 9 de Janeiro de 2010
Contas à vida...

 

 

     Feitas as contas, foi seguramente um dos piores anos da minha vida. As coisas más foram-se sucedendo, numa interminável espiral de dor e mágoa. A morte da minha mãe, porque de tão súbita foi, deixou-me tão vazio e tão sozinho que ainda hoje não sei muito bem como consegui recuperar. Restam-me dela recordações maravilhosas e a companhia da sua imagem de sorriso pronto e dichote corrido, e muitas outras que fui trazendo para este blog para manter viva a recordação de quem tanto me amou e quem tanto amei...
     Findas as exéquias, foi tempo de me fazer à vida. Ironicamente, nunca tive grande ligação com o meu pai, continuo a não ter, mas agora sou eu que cuido dele, que trato da alimentação, da limpeza, que lhe coloco a roupa limpa para ele vestir, as coisas que a minha mãe fez quase até ao fim da vida dela, apesar dos maus tratos que ele lhe deu a vida toda...
     E digo ironicamente porque ele nunca me ensinou o sentido de cuidar de alguém, nunca soube dar-me um dia do pai a serio, nunca foi um amigo, mas agora em tudo depende de mim e para tudo sou eu que vou em frente. Até porque no dia do velório disse à minha mãe para ir descansada que eu cuidaria dele...
     As idas ao médico, os passeios de Domingo à tarde, as contas que há para pagar, sendo que ele continua como era, intratável e com a mania de que ele é que tem sempre razão. Como ele não mudará nunca, sou eu que tenho de me adaptar, uma vez mais sou eu que tenho de me calar para que as coisas corram minimamente bem. Quando a conversa começa a levar determinados rumos, é simples, viro as costas e vou embora. É melhor assim...
     Seguidamente, os restos mortais do meu casamento voltaram para me assombrar, com o meu ordenado a ser penhorado para pagar as dividas da minha ex-companheira. Uma vez mais, tanta lágrima chorei por não ver qualquer luz ao fundo do túnel, apesar de sempre dizer que é só dinheiro e dinheiro eu ganho mais. Dessa relação maldita de onze anos apenas o meu filho valoriza todo esse tempo...
     Continuamos os dois em frente, choramos muitas vezes juntos, partilhamos caminhos que, tenho a certeza, muitos pais nunca trilharam. A escola, o futebol, a fotografia, o por do sol, o mar, o Alentejo, os passeios estrada fora sem destino e sem rumo. "Mais uma vadiagem", porque sentir o vento no cabelo e o sol na pele é dos melhores remédios para curar a tristeza...
     Para acabar o ano, o golpe final, perder o emprego na empresa à qual dediquei 21 anos da minha vida. Trabalhei lá desde os meus dezoito anos, a minha vida profissional foi toda construída lá, o meu curso superior foi tirado a trabalhar lá, acompanharam-me no meu casamento e nos meus funerais, no nascimento do meu filho, em dias muito difíceis quer para mim, quer para outros colegas, com salários em atraso, falta de trabalho, desilusões laborais, etc, etc, etc...
     No entanto, apesar de tudo isto, de lá vim com o sentimento do dever cumprido e com a firme convicção de que muitas empresas não são rentáveis porque quem as gere nada percebe do assunto e quem acaba por pagar os desvarios são os trabalhadores. Novamente com salários em atraso, não pude mais continuar a engolir sapos pelo que nesse dia só me restava o caminho da saída. Mas saí de cabeça levantada e depois de ter feito frente a um administrador incompetente que apenas sabia maltratar os trabalhadores e pagar-lhes tarde, de má vontade e a más horas...
     Um ano horrível, de facto, mas que só reforça a minha convicção de que devo ser capaz de enfrentar quase tudo. O meu filho ajuda-me a sorrir, a lutar, a querer mais, por ele volto à estrada na luta que é encontrar um trabalho. Porque nada afecta tanto a nossa auto-estima e dignidade que o facto de não ter trabalho, é como se fossemos párias da sociedade. E eu não quis nunca receber do desemprego ou da baixa, apesar de agora ter de o fazer...
     Levei dois meses a endireitar a minha cabeça e a afastar de mim o desespero. O Natal foi bom, passei-o com o meu filho e o meu pai, agora sem os coscorões da minha velhota, mas com o tradicional bacalhau e couves, cozinhados por mim, e as prendinhas, a arvore de Natal e um bom branco ao jantar. O fim de ano foi por terras da Figueira da Foz a ver o fogo de artifício, na companhia de uma boa garrafa, sendo que parte bebi eu, parte beberam as rodas da minha menina vadia. Repetiu-se o ritual de outros anos para que a estrada seja feita em paz...
     Para este ano novo acima de tudo quero apenas saúde e encontrar um trabalho. E sei que vou conseguir pois as perspectivas são interessantes. E múltiplas, pelo menos para já, o que não deixa de ser surpreendente face à época difícil que atravessamos. Embora eu ache que a crise é desculpa para muita gente incompetente se justificar...
     Um excelente ano com muita paz e saúde, companheiros e companheiras. A gente vê-se por aí...
 


vadiado por homem de negro às 01:48
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Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010
Ano novo...

 

 

Bem vindo sejas, 2010. A ver se isto vai...



vadiado por homem de negro às 19:46
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