Quando eu morrer, dá-me um cravo vermelho, simbolo da liberdade, e leva-me ao mar. Não chores, a vida é o que mais bonito temos e eu procurei sempre viver a minha da forma mais pura possível... Porque sei sorrir e sei chorar... Bem-vindo sejas...
Sexta-feira, 27 de Abril de 2007
Fim de semana...

 

     Já hoje fiz cerca de 500 kms com uma visita à capital do império e à imensa confusão que é conduzir numa cidade que não se conhece, pelo menos a conduzir. Sorte que fui mais quem manda aqui e conhece bem a cidade, pelo que até não foi muito complicado...

     Pelo caminho uma bacalhoada com batata a murro (ai que eu perco-me), antecedido de uns petiscos,  no Restaurante Típico Cantinho da Serra, no Alto da Serra, Rio Maior, bem pertinho das salinas onde já fotografei um casamento e que depois visitei em excelente companhia...

     Tenho saudades do meu meninito que não vejo desde ontem. Sei que já saiu do hospital, que está cheio de fome, que está bem, e vou agora buscá-lo para levar para pertinho de mim e dar todos os miminhos que não pude dar estes dias. Mibinho continua a querer miminho e eu não vou poupar... Não vai é poder comer o que lhe apetecia, mas ele já vai entendendo...

     Volto lá para quarta-feira, que segunda vou ficar por casa a cuidar dele. Entretanto, agradeço o carinho que me foram deixando, por estes dias até eu gostei de miminho. Como se diz popularmente, até os bichinhos gostam, não é? Não deixo poesias para o fim de semana que só quero chegar a casa e descansar, mas para a semana mais haverá...

     Um excelente fim de semana, companheiros e companheiras... Se der vão à procura do pôr-do-sol, visitem o mar, apreciem a beleza singela das flores que esta estação nos traz... Mas, acima de tudo, sejam felizes...

     A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 18:04
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Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
Mibito quer mais mimito...

 

     Confesso que pode ser assustador, vê-lo assim deitado, sem aquele "pedal" a que estou habituado, o nariz com restos de sangue, a boca aberta e a respirar com dificuldade, um fiozinho de sangue e saliva que se deposita na travesseira... Assusta-me, embora sabendo que é para bem dele e que depois, algum tempo volvido, ficará bem melhor e vão desaparecer as apneias, especialmente isso...

     Porque é extremamente aterrador estar ao pé dele enquanto dorme e ver as vezes em que ele para de respirar e depois arranca novamente com um ronco... Já se defende porque é grandito e o corpo dele reage, mas que um dia o coração pode não aguentar, também é verdade, o que não deixa de ser sempre uma perspectiva algo atemorizante...

     Sentei-me ao pé dele enquanto a mãe foi almoçar, segurei-lhe na mãozita com os dedos cheios de riscos das canetas de feltro, estava a desenhar quando o vieram buscar para a operação. Sempre a mesma cena, a colocar as tampas nas canetas pinta os dedos todos, e como a operação não era aos dedos, conforme foi, assim veio...

     Algumas festinhas no "caxaxo", acordou e queixou-se um "pequedito", cuspiu um pouco de sangue e muita saliva, o que é bom, molhei-lhe os lábios e adormeceu outra vez. Algum tempo depois acordou a sério, começou a perceber o que o rodeava, sorriu, pediu para ir fazer xixi e depois sentou-se na cama perguntando se tinha ganho ao Gustavo (o outro menino que está no quarto)...

     Veio a enfermeira, tirou-lhe o soro e trouxe um um gelado, um Calipo, para ele começar a ingerir coisas frias. Começou por levantar algumas dificuldades, o medito de engolir a espreitar, mas quando eu lhe disse: "Olha lá pá, queres ir para casa amanhã? É que se queres ficar aqui, podes não comer o gelado, agora se queres ir para casa, só tens uma solução...". Esta minha meiguice costuma resultar bastante bem com ele e mais uma vez assim aconteceu, lá fez as contas dele e achou que se calhar eu era gajo para ter razão...

     O gelado foi todo e ainda levou água para o "molho", fiquei deveras satisfeito por ver a capacidade de reacção do meu camarada e a sua boa disposição, sentado na cama com o piu-piu na mão. Quando me vim embora preparava-se para dormir a sesta mais a mãe dele, enrolado no braço dela, volto lá daqui a pouco para ver como param as modas... A ver se ele se põe bom depressa para irmos vadiar até perto do mar, que agora já apetece...

     Obrigado pelos contactos e pela preocupação... A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 17:01
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Mibito quer mimito...

 

 

     Por estas horas, estará o meu meninito a sair da sala de operações onde foi retirar as amígdalas e as adenóides (aceitam-se correcções se estiver mal escrito). Lá ficou ontem, dia 25 de Abril, ironicamente o dia da liberdade que não pudemos viver em liberdade, mas fechados no hospital a ver pela janela as pessoas cá fora...

    

     Mas, seja como for, no dia de ontem, houve cravos vermelhos, o meu meninito, seguindo uma sugestão do pai, lá pediu um cravo à avó para oferecer à mãe, que fazia anos ontem. E foi giro ele, quando a mãe chegou, sorrateiramente ir buscar a flor, um lindo cravo vermelho e dizer à mãe "Parabéns, mamã..."

    

     Como é óbvio, ela derreteu-se. Vi-lhe as lágrimas nos olhos. É bom ver que ainda conseguimos, minimamente e graças ao nosso filho, ficar juntos sem discutir e sem nos agredirmos verbalmente por dá cá aquela palha, acabei por ficar até bem depois das nove da noite. Ela dormiu lá com ele, sorte a dela...

    

     Vou para lá agora, ele deve estar a sair... Levo-lhe um xilofone em forma de camião que acho que ele vai adorar... E vou lá ficar enquanto a mãe vai almoçar para poder dar muitos mimos ao meu meninito... Como dizem algumas amigas da net, ao mibito...

   

     Saúde companheiras e companheiros... A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 12:55
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Quarta-feira, 25 de Abril de 2007
Grândola vila morena...

 

 

 

Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade

 

  Dentro de ti ó cidade
  O povo é quem mais ordena
  Terra da fraternidade
  Grândola vila morena

 

    Em cada esquina um amigo
    Em cada rosto igualdade
    Grândola vila morena

    Terra da fraternidade

 

      Terra da fraternidade
      Grândola vila morena
      Em cada rosto igualdade
      O povo é quem mais ordena

 

        À sombra de uma azinheira
        Que já não sabia a idade
        Jurei ter por companheira
        Grândola a tua vontade

 

          Grândola a tua vontade
          Jurei ter por companheira
          À sombra de uma azinheira
          Que já não sabia a idade

 

 

                                                 José Afonso

 

 



vadiado por homem de negro às 00:01
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Terça-feira, 24 de Abril de 2007
Olá ó vida malvada...

 

 

     Começa hoje a tounée de 2007 dos Xutos & Pontapés, de seu excelso nome "Ai a puta da minha vida", com um concerto em terras de Viriato, ao qual espero assistir. Nos próximos meses voltam a estrada, as noites mal dormidas, o encanto de encontrar velhos e novos conhecidos destas andanças, o ser mais um andarilho nestes caminhos vadios...

     E quando os concertos forem em locais com menos gente, lá estaremos eu o meu mini-xuto, o tal que nasceu a 13 de Janeiro, a data oficial da fundação dos Xutos, para curtir, para lhe dar parte da minha muita felicidade que estes "velhotes" me dão...

     Porque, sabem, esta é uma vida malvada... Até morrer...

 

     A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 00:30
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Segunda-feira, 23 de Abril de 2007
Gostei e pronto...

 

     Já era assim com a música. Gostava e pronto... Por isso nunca tive uma direcção favorita, gosto muito de metal, a minha banda de sempre são os Xutos e até já fiz parte de uma tuna popular, mas ouço musica clássica, gosto de musica de dança, enfim...

     Com o avançar da idade adquiri novos gostos, quer musicais, quer relacionados com as minhas leituras, sejam elas prosa ou poesia. Mas, basicamente, continuo a funcionar da mesma forma, gosto e pronto...Ou não gosto...

     A internet, sabemos nós todos, é um manancial de informação, muita dela nem sempre correcta, pelo que se não cruzarmos, à boa maneira do jornalismo, as diversas fontes  que nos surgem, corremos o risco de ficar mal vistos... Ou passar por nabos... O que está certo e pronto...

     Este poema, que efectivamente é do Almada Negreiros, encontrei-o como sendo do Mário de Sá Carneiro... Já confirmei agora que é mesmo de Almada Negreiros, mas continua registado aí num site da internet como sendo de Mário da Sá Carneiro... Daí o erro...

     Como gostei e pronto, prantei-o aqui para quem me visita poder dizer de sua justiça. E disseram, chamaram-me à atenção para o facto de não ser de quem eu pensava, o que não me aborreceu absolutamente nada porque eu gostei e pronto...

     Bem hajam, companheiros e companheiras, pela correcção e por partilharem comigo os vossos conhecimentos... Gostei e pronto...

     A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 15:49
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Domingo, 22 de Abril de 2007
Esperança...

 

 

Esperança:

Isto de sonhar bom para diante
Esperança:
 eu fi-lo perfeitamente,
Para diante de tudo foi bom
bom de verdade
bem feito de sonho
podia segui-lo como realidade

Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu sei-o de cor.
Até reparo que tenho só esperança
nada mais do que esperança
pura esperança
esperança verdadeira
que engana
e promete
e só promete.
Esperança:
pobre mãe louca
que quer pôr o filho morto de pé?

Esperança
único que eu tenho
não me deixes sem nada
promete
engana
engano que seja
engana
não me deixes sozinho
esperança.

 

Almada Negreiros

 



vadiado por homem de negro às 00:30
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Sexta-feira, 20 de Abril de 2007
À chuva...

 

     Dei-me à chuva hoje, deixei que ela me possuísse , molhasse meu rosto, penetrasse em mim, no meu querer, na minha vontade de estar bem...

     Vadiei por entre os trovões, raios e coriscos que do céu caiam, a meias com enormes pedras de granizo e bátegas de água...

     Entreguei-me ao vaguear por entre gente apressada que foge destas gotas frias que assolam o nosso caminho, procurando refúgio...

     Depois, quando tudo já tinha passado, lembrei-me do bem que sempre me fez sentir a fúria da desta natureza que eu tanto amo...

     Não precisei de falar, bastou-me andar por aí...

     Espero que tenham um bom fim de semana, companheiras e companheiros... Eu vou fazer por isso...

     E, já agora, sejam felizes... A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 18:55
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Quinta-feira, 19 de Abril de 2007
Preciso...

 

 

 

     Não sei porque, aquela tristeza que às vezes me pousa e me deixa sem rumo, desta vez resolveu ficar a semana toda, aliás, já estava assim no fim de semana e assim continuo...

     Não existe razão nenhuma para estar triste, mas o certo é que estou... Sinto-me vazio, sem nexo, sem saber o que fazer de mim, sem sentir... Para dizer a verdade nem sei bem o que sinto...

     Não choro, apenas não consigo dormir lá muito bem, ontem nasceu o dia e eu estava sentado na rua a ouvir os pássaros cantar, os que saúdam a primeira luz. Por companhia um cigarro, muita nostalgia e uma solidão terrível que me aperta o peito... Depois de uma noite em que o sono não veio e me envolvi em milhentos e inócuos pensamentos...

     Escrevi estas palavritas para que saibam que eu estou por cá, não como gosto, mas como posso ir indo... A tristeza não me deixa avançar, quero ir e não quero, quero escrever e não me apetece, quero chorar e não consigo, quero seguir em frente, mas apetece-me apenas fugir, quero viver, mas também não quero, pego num livro que não consigo ler, ligo a musica que não desejo ouvir, quero, quero... nem sei bem o quê... nem sei bem porquê...

     Falta algo na minha vida, talvez seja isso... Falta mesmo... Talvez seja esse amor que tanto preciso de receber, de que tanto falo, o viver em função de alguém, o prazer de estar com outro ser... Talvez seja apenas precisar de sair, de dançar, de vadiar na noite, de me perder nos braços de alguém, de me deixar ir na vertigem do viver, no desejo de sentir, de andar de corpo em corpo, de copo em copo, de noite em noite... Preciso tanto de me sentir vivo...

     Acho que para a semana vou até Viseu ver os Xutos... Pode ser que melhore este estado de espírito...

     A gente vê-se por aí...


sinto-me: desnorteado...

vadiado por homem de negro às 13:06
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Domingo, 15 de Abril de 2007
Dez reis de esperança...

 

 

Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos á boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule, flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.

 

António Gedeão

 



vadiado por homem de negro às 00:05
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Sábado, 14 de Abril de 2007
Descanso...

 

 

     Uma semana mais e mais um fim de semana de descanso. Como tem sido hábito desde o início do ano, o meu filhote vai estar comigo, pelo que não haverá descanso, entre futebol, carritos, matraquilhos, passear com o Fidalgo, desenhar, ir ver o mar, comer um geladão, tanta coisa que, quando chegar a Domingo, lá pelas 10h30 da noite já estamos os dois provávelmente a ressonar...

     Tinha aí outras coisas interessantes para fazer, nomeadamente o futebol com a minha Briosa contra o Porto e uma festa de aniversário lá para terras do norte. Não sei ainda como vai ser, de facto gostaria de ir até ao norte e de facto gostaria de ir ao futebol, como também gostarei de estar com o meu filho se essa for a opção, mas a verdade é que sinto algumas saudades de vadiar por locais impróprios e a horas perdidas...

     Seja como for, ficam os votos de bom fim-de-semana para todos vocês os que me visitam, companheiros e companheiras deste mundo virtual...

 

     Fiquem bem... A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 00:05
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Sexta-feira, 13 de Abril de 2007
Sexta Feira 13...

 

 

Hoje é sexta-feira 13
E não há nada a perder
Pela segunda lei de Murphy
Tudo pode correr mal

 

Á porta do paraíso
Todos esperam por ti
Mas o teu caminho é outro
Hoje o teu caminho é de ouro
Nesta sexta feira 13

 

Nós andávamos sempre juntos
Nós sonhávamos sempre juntos
Protegendo-nos do mundo
Descobrindo por excesso
Ou por simples exagero
Até onde podíamos ir

 

Por entre jogos e invenções
Entre danças e canções
O perigo rondava a sorrir
E o nosso caminho foi outro
O nosso caminho foi duro
Nessa sexta feira 13
Tão fácil de recordar
Nessa sexta feira 13
Onde nos vamos encontrar

 

E à luz do néon vermelho
A vida tem outro sabor
Numa sexta-feira 13
Tudo pode acontecer
Numa sexta-feira 13
Tudo pode acontecer
Nesta sexta feira 13

 

Hoje é sexta-feira 13
E tudo pode acontecer
Hoje é sexta-feira 13
E não há nada a perder
Hoje é sexta-feira 13

 

Letra – Tim / Música - Xutos & Pontapés

 

 



vadiado por homem de negro às 16:22
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Quinta-feira, 12 de Abril de 2007
Vaidade

 
Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!
 
Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!
 
Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!
 
E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada!...
  
                                Florbela Espanca


vadiado por homem de negro às 19:05
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2007
Desilusões...

 

 

     As vezes encontro, na minha vida profissional, coisas que me dão a volta ao estômago. Trabalho na área da construção civil, dou assistência à orçamentação e depois à execução das obras, nomeadamente na procura de preços de mercado para materiais que serão aplicados nas nossas obras...

     Hoje saiu-me mais uma dessas, estamos a remodelar uma casa antiga e não é que o dono quer colocar uma placa para descarga de autoclismo que custa só a módica quantia de 600 euros, mais IVA? 120 continhos dos antigos para descarregar água para a sanita?

     Parecida com esta, só o outro que comprou uma caixa de correio para por na sua moradia nova, que nós construímos, por 400 euros, 80 continhos dos nossos escudos... Se me lembrar que a placa do autoclismo custa quase o meu ordenado, então está tudo dito... 

     Eu acho que deve estar tudo doido. E fico tão desiludido quando encontro estas coisas pois cada vez se aprofunda mais o fosso entre quem tudo tem e quem de quase nada vive... E um dia isto vai correr mal, vai vai...

     A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 14:00
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2007
Fascismo nunca mais?

 

OS GATOS



 

Em certas situações não basta o humor, há que jogar com as mesmas armas do adversário!
Este cartaz foi colocado ao lado do cartaz fascistóide do PNR, provando que os Gatos além de serem geniais, têm um excelente sentido de oportunidade.

 

O FEDORENTO

 

Lisboa, em pleno Marquês de Pombal (até o leão ruge!) dá este energúmeno a cara, para defender os ideais da Extrema Direita (agora já se percebe a eleição do Salazar, raio de lobby!) e apelar ao jingoísmo .

 

  

Teremos de nos arrepender nesta geração não tanto das acções das pessoas perversas, mas dos pasmosos silêncios das boas pessoas.

A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio.

Martin Luther King Jr .

 


 

 

     Acabadinho de roubar no www.tram-po-lim.blogspot.com, um exemplo do que é uma mente atenta e de espírito sempre acutilante. Já tinha pensado em fazer um texto com esta polémica, mas acabou por não ser necessário, fez a Ki ...

     E o mais curioso foi a rapidez com que Carmona Rodrigues se apressou a mandar retirar o cartaz dos Gatos. Um cartaz de teor fascista e xenófobo fica, um cartaz que usa a critica humorística e marca uma posição que será, ainda acredito, comum a muitos portugueses, é mandado retirar...

     Algo está errado nesta tomada de posição da Câmara Municipal de Lisboa. Encaminhamo-nos perigosamente para o abismo e eu, cada vez mais, acho que já só lá vamos com um novo 25 de Abril porque não foi para isto que o primeiro se fez...

     Saúde, companheiros e companheiras, uma boa semana...

     A gente vê-se por aí...

 

 



vadiado por homem de negro às 13:30
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Domingo, 8 de Abril de 2007
Páscoa?

 

 

Eu gosto tanto de comer as amendoas que as coelhinhas da páscoa trazem...

Saúde companheiras e companheiros...

A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 00:01
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Sábado, 7 de Abril de 2007
Respiro o teu corpo...
 

Respiro o teu corpo:
sabe a lua-de-água
ao amanhecer,
sabe a cal molhada,
sabe a luz mordida,
sabe a brisa nua,
ao sangue dos rios,
sabe a rosa louca,
ao cair da noite
sabe a pedra amarga,
sabe à minha boca.
Eugénio de Andrade


vadiado por homem de negro às 08:30
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Quinta-feira, 5 de Abril de 2007
Onde estão os meus raios de sol?

 

 

  

Dia cinzento, este… Cinzento lá fora, cinzento aqui no meu coração… Sabes que hoje é daqueles dias que mais valia que não existissem, passar directamente do 4 para o 6 de Abril seria o indicado…

Se a vida não nos tivesse pregado esta partida, farias hoje 36 anos. Serias uma mulher linda, um mulherão devo dizer, boa todos os dias, com um sorriso maravilhoso, talvez fosses casada e tivesses filhotes, uma companhia para as tardadas do meu filho. Imagino o dia de amanhã: feriado, calor, sol, a garotada a brincar na praia e tu por aqui, perto de nós…

A verdade é que a vida às vezes é estranha e magoa-nos tanto. Seria tão mais fácil não ter que escrever estas linhas, seria seguramente melhor não ter que chorar estas lágrimas de saudade e de dor, seria tão bom poder abraçar-te e dizer-te o quanto gosto de ti…

Amanhã, já sei, quando o sol se começar a ir embora, vou visitar-te e levar-te uma vela para iluminar teu frio leito, talvez um cravo vermelho para que saibas que continuo a ser livre, que continuo a vadiar por aí como sempre, à procura de algo que nem eu próprio sei bem o quê. Porventura, à procura de mim… Talvez vá até aquela mágica praia de Buarcos onde tanta da nossa juventude ficou, onde, sei eu, amámos tanto… Levo lá o meu filho tantas vezes para ver o pôr-do-sol…

Por hoje fico-me pelo limpar das lágrimas da nossa mãe que tem andado muito triste nos últimos dias, como aliás é habitual. Mais logo vou-lhe dar um miminho para que ela não se sinta tão sozinha, pois sabes bem que, no que toca a carinho, o nosso pai continua a não saber o que isso é. E quando a noite for noite hei-de falar contigo, hei-de deixar correr as minhas lágrimas pela saudade que tenho de ti e de tudo aquilo que não vivemos.

Estarei só hoje, o meu meninito, o teu sobrinho lindo vai para casa da mãe dele, já sei que a minha solidão falará mais alto nessa altura. Sentar-me-ei na entrada da nossa velha casa, deixarei o fumo do meu cigarro envolver-me, pensarei em ti, chorarei as minhas lágrimas, ficarei bem. Pensarei naquela foto que tenho lá onde vestes aquele vestido branco e aquele colar, os mesmos que levaste contigo na tua última viagem…

Sabes, tenho apenas saudades, dói-me muito cá dentro pois parece que eu não tenho o direito de amar, perdi sempre todos os que amei, uns para a vida, outros para ao pé de ti. E fico assustado quando penso no meu filho que tem sido o farol da minha vida… Tenho tanto medo de o perder, acho que seria o golpe final…

E nos dias que correm tenho tanto medo de não saber voltar a amar…De cada vez que tudo me foi arrancado, fiz-me ao caminho novamente para enfrentar a dor, para lutar, para colar os pedacinhos do meu coração, para olhar em frente… De coração partido mas sempre com vontade de ir em frente…

E tantas vezes com vontade de morrer para acabar com o sofrimento, com a dor que me consumia a alma, com a tristeza que habita permanentemente no meu ser, com este negro que se entranhou em mim… Quando o meu menino descia a rua no meu velho corsa, dizendo-me adeus no banco de trás, quis tanto morrer, tanto, tanto…

Chorei apenas, uma noite inteira, deitado no escuro… Sobrevivi por ele que me deu todo o alento, por ti que vais velando por mim, por mim que não sei quem sou…

Um beijo, irmãzita… Nunca te esquecerei…

 

 



vadiado por homem de negro às 17:23
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Segunda-feira, 2 de Abril de 2007
Notas de vida...

 

"Nunca comeces conversas que não desejas acabar..."



vadiado por homem de negro às 15:38
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Domingo, 1 de Abril de 2007
Aos poetas...

 


Somos nós
As humanas cigarras!
Nós,
Desde os tempos de Esopo conhecidos.
Nós,
Preguiçosos insectos perseguidos.
Somos nós os ridículos comparsas
Da fábula burguesa da formiga.
Nós, a tribo faminta de ciganos
Que se abriga
Ao luar.
Nós, que nunca passamos
A passar!...

Somos nós, e só nós podemos ter
Asas sonoras,
Asas que em certas horas
Palpitam,
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura!
E que da planura
Da seara
Erguem a um campo de maior altura
A mão que só altura semeara.


Por isso a vós, Poetas, eu levanto
A taça fraternal deste meu canto,
E bebo em vossa honra o doce vinho
Da amizade e da paz!
Vinho que não é meu,
mas sim do mosto que a beleza traz!


E vos digo e conjuro que canteis!
Que sejais menestreis

De uma gesta de amor universal!
Duma epopeia que não tenha reis,
Mas homens de tamanho natural!
Homens de toda a terra sem fronteiras!
De todos os feitios e maneiras,
Da cor que o sol lhes deu à flor da pele!
Crias de Adão e Eva verdadeiras!
Homens da torre de Babel!


Homens do dia a dia
Que levantem paredes de ilusão!
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão!

 

 

Miguel Torga





vadiado por homem de negro às 08:30
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