Quando eu morrer, dá-me um cravo vermelho, simbolo da liberdade, e leva-me ao mar. Não chores, a vida é o que mais bonito temos e eu procurei sempre viver a minha da forma mais pura possível... Porque sei sorrir e sei chorar... Bem-vindo sejas...
Terça-feira, 22 de Agosto de 2006
Grandes ferias...

Esta maravilhosa semana, passada de praia em praia, na companhia do meu filhote, está quase a chegar ao fim... Encontrei aqui, finalmente, no Parque de Campismo S. Miguel, em Odeceixe , um computador ligado à net com, imaginem, Windows 98, mas está a safar-me altamente...

Vou agora até à praia, dar uns mergulhos, brincar com o puto, a seguir almoçar aí na beira de uma estrada em qualquer parque de merendas que os alentejanos parecem ter prazer em oferecer-nos e depois praia outra vez...

Fiquem bem... A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 10:38
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Segunda-feira, 14 de Agosto de 2006
Férias...

Vou de ferias por uns dias mais o meu meninito, vamos demandar a costa alentejana à procura de locais daqueles que nos encantam a alma...

Fiquem bem... Divirtam-se... Tenham boas férias...

A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 19:50
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Nascido a 14 de Agosto...
     Veste de negro o homem… calções pretos, a t-shirt preta com o inevitável x na frente, sapatilhas pretas, destoa o tabaqueiro vermelho… Até a mochila que leva às costas para transportar o equipamento fotográfico é preta…
     Deixa para trás o pôr-do-sol que viu à beira do mar, faz-se à estrada, é tempo de ir à procura de fé, é tempo de cheirar o pó do caminho que já tantas vezes percorreu e tantas outras há-de percorrer… Desta vez os caminhos cruzados da sua fé levam-no a tomar a direcção da Serra da Estrela, Gouveia é a próxima terra em que há-de cantar bem alto os temas da sua vida…
     Cento e poucos quilómetros de estrada fazem-se bem, para cima é fácil, fresco, descansado, para baixo será bem mais difícil, com as pernas cansadas, o sono a começar a pesar e os quilómetros que faz acompanhado da sua solidão, monótonos, enormes, compridos demais…
     No entanto, era um dia especial, valia o sacrifício pela recompensa pois, quando dessem as primeiras badaladas do dia seguinte, seria o dia do homem, o dia em que “rasgou o ventre de sua mãe” em busca de liberdade… Ah Régio, Régio, desta vez eu vou por aí...
     Um concerto mais, as velhas músicas que batem na alma do homem, que dão sentido à sua solitária existência, que ainda o fazem buscar por mais um sentido para a sua vida… Como sempre, o saldo é positivo, duas horas de concerto, três encores, um alinhamento que foi buscar os meus hinos quase todos como, por exemplo, o “Homem do leme”, três músicas tocadas a seguir ao tradicional “Casinha” que encerra os concertos, isto porque hoje era o dia do João, outro homem que faz anos a 14 de Agosto…
     Não me lembro de ter tido qualquer dia de aniversário como este, assisti a um extraordinário concerto, fiz 420 fotos, curti, dancei, quase chorei quando veio o tema que mais me bate, no fim do concerto fiquei mais uns resistentes da velha guarda e, à boa maneira simpática destes velhotes, lá entramos para os cumprimentos e felicitações da praxe, autógrafos para os mais novos, fotos para os mais velhos… Continuam a ser os gajos simples e porreiros de sempre, o Zé Pedro contínua a ser o mesmo camarada que me deu a minha primeira vodka a beber, o Kalu e o Tim sempre com o mesmo sorriso, o João sempre mais reservado, o Gui o mais “normal” deles todos…
     Desta vez tenho fotos fabulosas, e tenho algumas feitas com eles em que pedi a alguém para nos fotografar… Fiz fotos deles todos, individualmente, e cinco fotos comigo e com cada um deles, um dia talvez as coloque cá para que todos os que por aqui vadiam possam ver…

     No dia em que passou mais um aniversário meu, talvez a melhor noite de aniversário que tive nos últimos anos, valeu a pena fazer perto de 250 kms para poder ver esta rapaziada novamente, para poder sentir-me vivo novamente, com as guitarras a cantar e aquela voz agreste a caminho da minha alma...
     É tempo de ir, últimos cumprimentos e despedidas, votos de boa viagem e um “até amanhã” pois hoje é novamente dia da estrada, desta vez em Oleiros, Castelo Branco... Não sei ainda se vou, estou extremamente cansado pois fui para a cama às 5h da manhã e levantei-me às 8 para vir trabalhar, a idade já começa a pesar, mas já sei que, enquanto a noite cai, começa-me a ferver o sangue…
   Quarto concerto do ano, o melhor deles todos, o que mais prazer me deu assistir... Por tudo... Lá diz a canção, devidamente transformada “É amanhã, 14 de Agosto, nasceu o homem, estava o fogo posto…”

     A gente vê-se por aí…


vadiado por homem de negro às 12:13
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Terça-feira, 8 de Agosto de 2006
O fiel amigo...

 

Confesso que desenvolvi há pouco tempo o gosto pelo bacalhau e pelas milhentas formas como pode ser cozinhado, embora uma das formas que mais goste é o bacalhau assado na brasa com batata a murro... De facto, bacalhau, carapau assado e cozido à portuguesa são dos pratos portugueses que mais gosto, sempre acompanhados do inevitável branquinho fresquinho...

As fotos são de ontem, no tasco do costume, onde a malta almoça por seis euros com sobremesa incluída... O preço é decididamente atraente, os donos do tasco são simpáticos e afáveis, comunistas até à raiz dos cabelos, o ambiente é familiar pois toda a gente se conhece, e o vinho é caseiro e sempre bem serviço, fresquinho ou natural...

Para remate de tão digno repasto, uma abóbora mascarada de melão, sendo que a malta perdoa porque é difícil acertar, não se consegue ver o interior deles, embora haja alguns truques. É sempre mais fácil comprar outras frutas, mas melão fresquinho nestes dias de calor...

São servidos? Seja como for, a gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 12:42
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Um rio de saudades...

     Tinha nos lábios o sabor dos lábios dela, sentia ainda aquele gostinho do seu carinho e no rosto as carícias que ela lhe tinha dado durante todo o dia… E recordava… Os últimos beijos foram trocados no fim da tarde, dentro do carro dele, antes de irem cada um para seu lado. Abraçaram-se intensamente, como se tivessem medo de se perderem na vertigem da vida, como se receassem nunca mais poder voltar a fazê-lo…

    

     Tinham-se encontrado logo pela manhã num local afastado das casas de ambos. Sabiam que viviam um amor proibido e que este não poderia ficar ao alcance dos olhares de pessoas indesejadas, sabiam que tinham de resguardar e proteger aquilo que de mais bonito sentiam…

    

     Foram, depois, no carro dele, visitar um local que ele conhecia e que sabia que ela ia adorar… Pararam no alto de um monte para ele lhe mostrar o local que iam visitar lá em baixo, junto a um pequeno rio. Nessa altura, olharam-se e ele tomou a iniciativa, puxou-a para ele e beijou-a ternamente, ela não resistiu e correspondeu ao beijo dele, os lábios encontraram-se e uniram-se, os corpos juntaram-se, as mãos acarinharam-se…

     Desceram ao rio, de mão dada, como dois namorados, passaram uma velha ponte romana e olharam o rio que corria lá em baixo entre o verde e as rochas. Ela apaixonou-se logo por aquele local, onde o rio corria mansamente por entre as enormes pedras, molharam as mãos e sentaram-se numa pedra, nos braços um do outro.

    

     Trocaram carinhos, mais beijos, abriram-se, ele olhava-a enternecido, ela via no rosto dele o quanto gostava dela, sobrevieram as lágrimas que ele limpou ternamente, que ele provou, que ele amou... Foram almoçar juntos num restaurante simpático e durante a refeição falaram deles, dos seus sentimentos, do quanto gostariam de ficar juntos, do que os aproximava, olhavam-se encantados pela magia daquele momento, bebendo todos os minutos em que podiam estar juntos, partilhando-os.

    

     Sentiam uma enorme vontade de se tocarem, o que acabaram por fazer por baixo da mesa, com os dedos entrelaçados, com o olhar sedutor dele no olhar expressivo dela… Tanto se amavam, que até doía…

    

    Voltaram ao rio, descalçaram-se e brincaram com os pés na água, naquela tarde quente, naquele local maravilhoso. Sentaram-se no chão, o tempo passou a correr, eles isolaram-se do resto do mundo, desejando que as horas tivessem uma duração eterna… Os beijos tornaram-se mais intensos, mais intímos, mais sensuais, mais fortes… As mãos dele salpicaram-lhe o rosto com água, o peito, os seios, as pernas, os pés. Ela fechou os olhos, sentindo-se terrivelmente excitada, tal como ele, os dedos dele percorreram o corpo dela, confundindo-a pois não sabia onde terminava a água e começava o suave ronronar daqueles dedos marotos.

    

     Deteve-se no seu centro de prazer, acariciou-a docemente, devagarinho, depois de forma mais intensa, penetrou-a com os dedos, ofereceu-lhe o prazer que a intensidade do momento, a beleza do local e o que sentiam um pelo outro os obrigavam a ter… O orgasmo dela foi brutal, intenso, com o corpo em convulsões e os lábios a soltarem palavras desconexas. Ele apertou-a contra si, para que ela sentisse que ele estava ali, que a protegeria sempre que ela precisasse, que a amaria se ela um dia pudesse…

    

     Quase fizeram amor nessa tarde… os botões dos calções dele ainda chegaram a ser desapertados, mas depois sobreveio uma coisa que os humanos têm e que chamam consciência, no instante decisivo ela teve medo de dar aquele último passo e consumar a paixão que sentia por ele… A verdade é que ele a amava… e por isso respeitou o medo dela, por isso aguentou embora se sentisse terrivelmente excitado, mas, no entender dele, aceitar o não também era uma forma de lhe dizer que gostava dela, independentemente daquilo que a vida lhes reservasse…

    

     Controlou-se, acarinhou-a, deu-lhe o conforto dos seus braços, voltou a limpar-lhe as lágrimas, salgadas, ao mesmo tempo tão doces, porque continham a intensidade do amor dela por ele… E, de facto, naquela tarde, naquele local, o quase aproximou-os ainda mais… Foram, na verdade, um só, não fora pela vida que já os tinha separado anteriormente e teriam ficado juntos, definitivamente, para sempre…

      

     Caía a tarde, era tempo de voltarem… Subiram o monte, despediram-se do rio, atravessaram novamente a velha ponte romana e ficaram a contemplar, abraçados, as águas mansas que atravessavam o seu cantinho, onde o seu amor aconteceu. E no final do dia ainda tiveram tempo para partilharem um gelado, ele de chocolate, ela de limão…

    

     Tinha ainda nos lábios o sabor dos lábios dela, sentia ainda aquele gostinho do seu carinho e no rosto as carícias que ela lhe tinha dado durante todo o dia… Ficou a vê-la ir embora, novamente com o coração apertado, novamente triste por amar alguém que não o podia amar livremente…

    

     Nas suas costas, o por do sol era intenso, maravilhoso, contrastando com o negro que lhe ia na alma e que lhe fazia doer o peito. Uma lágrima fugidia espreitou-lhe nos olhos. O carro dela afastou-se no meio do trânsito… Ele fez-se à estrada e seguiu o seu caminho…

    

     Um dia, talvez, quem sabe…



vadiado por homem de negro às 00:30
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Segunda-feira, 7 de Agosto de 2006
Chuva dissolvente...



Entre a chuva dissolvente
E o meu caminho de casa
Dou comigo na corrente
Desta gente que se arrasta

Metro, túnel, confusão
Entre suor vespertino
Mergulho na multidão
No dia a dia sem destino

Putos que crescem sem se ver
Basta pô-los em frente à televisão
Hão-de um dia se esquecer
Rasgar retratos, largar-me a mão

Hão-de um dia se esquecer
Como eu quando cresci
Será que ainda te lembras
Do que fizeram por ti

E o que foi feito de ti
E o que foi feito de mim
E o que foi feito de ti
Já me lembrei, já me esqueci

Quando te livrares do medo
Desse amor que não entendes
Vais sentir uma outra força
Como que uma falta imensa

E quando deres por ti
Entre a chuva dissolvente
És o pai de uma criança
No seu caminho de casa

E o que foi feito de ti
E o que foi feito de mim
E o que foi feito de ti
Já me lembrei, já me esqueci



vadiado por homem de negro às 12:20
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Sexta-feira, 4 de Agosto de 2006
Cântico negro

Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

 

(José Régio)



vadiado por homem de negro às 12:28
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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2006
É o que temos...

 

Aqui está a explicação, o porquê da Galp ir buscar uma Polaca para fazer um simples anúncio.

Pois é, notam alguma diferença?

Mais um voo da gaivota, mais um roubo num blog alheio, o www.blogdoalentejano.blogspot.com. Excelente lugar de inspiração, este blog...

Um grande abraço ao alentejano pelas coisas espectaculares que nos vai dando...

A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 16:13
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Terça-feira, 1 de Agosto de 2006
Pela fé de meu pai, nascido a 13 de Janeiro...

     Um fim de semana de sonho.... é verdade, apesar de ter trabalhado no Sábado e parte de Domingo e de ter rodado 400 kms para fotografar casamentos, ainda sobrou um pouquinho de tempo para ir a uma daquelas festas populares em que a malta dança ao redor da velha capela, com as sardinhas assadas e as febras sempre a andar e o vinho ou outras bebidas sempre a correr...

     Não que eu seja propriamente um grande apreciador de vinho, pelo menos do tinto nem por isso, mas um branquinho de vez em quando (com carapaus!!!!), isso já é outro assunto. Ou até mesmo um verde, com camarão... No resto das ocasiões é a cervejinha que me acompanha, não fosse ela a grande companheira de tantas das noites em que me tenho perdido por aí...

     Domingo à noite, noite especial, os Xutos estão aí nas redondezas, mais propriamente em Cantanhede, é noite de fazer o baptismo ao meu homem, toda a semana falou nisso, desistiu de ir à praia para dormir a sesta, de forma a que à noite estivesse bem disposto. As t-shirts já foram compradas, uma preta para o pai, uma branca para o filho, um sorriso enorme no rosto do meu meninito, a perspectiva de uma noite bem passada, aquele sonho tornado realidade de que um dia haveríamos de ir ver os Xutos juntos...

     Lá fomos os dois, pelas 9 da noite. A excitação fez com que ele obrigasse a mãe a telefonar-me para saber porque é eu nunca mais vinha, que nunca mais íamos para os Xutos ... Notei no olhar da mãe e nas suas palavras que adoraria ir connosco, mas a noite era nossa e ela já não faz parte da nossa vida, pelo menos quando estamos os dois juntos...

     É um homem este meu filho, com apenas quatro anos e meio já sabe muitas letras, já sabe que o pai fica triste quando houve algumas músicas, já sabe que o pai chora quando houve determinada música... Tínhamos até combinado, eu e ele, que se eu chorasse, ele me abraçaria e limparia as minhas lágrimas, como já tem feito tantas outras vezes, enquanto me abraça e me diz "pai, gosto tanto de ti"...

     Cantanhede estava impossível, milhares de pessoas, centenas de distracções, lá andamos os dois numa cena tipo montanha russa mas muito mais pequena, depois uma voltinha no camião e a seguir carros de choque dos putos... Fiquei ali encostado a observá-lo, a olhar o brilho nos olhos, a ver o enorme sorriso que fazia... Sou muito feliz nestes momentos, consigo esquecer tudo e viver para aquele sorriso, por um abraço, pelos seus carinhos...

     É hora, meu filho, milhares de pessoas no recinto, o espectáculo a começar atrasado, à boa maneira portuguesa, longa se torna a espera... Pois, porque estes gajos não sabem o difícil que é aguentar um puto de 4 anos e meio sem nada para fazer, só à espera... Mas eis que, de súbito, aí estão eles, a nossa religião, a fé do pai que hoje será do filho, ala para os ombros, canta meu menino canta, abana a cabeça, põe os braços em x e grita, grita muito, agarra-te à minha cabeça, salta nos meus ombros, sinto-me tão bem...

     Prometo trazer fotos melhores de uma próxima vez, mas estar com o meu filho aos ombros e tentar fotografar é extremamente difícil, para mais utilizando uma câmara digital compacta... Sei apenas que as músicas desfilaram uma atrás de outra e eu, apesar do cansaço, estava mesmo bem, as pessoas à nossa volta sorriam ao ver o meu meninito cantar as músicas da minha vida, destes 22 anos em que faço estrada para andar atrás desta banda, de tudo o que estes "velhotes" já me deram...

     O baptismo não podia correr melhor, o meu meninito adorou, o pai adorou, apesar de não termos visto o concerto todo, a determinada altura ele já estava cansado demais para estar parado e eu já não aguentava as dores nas costas... Pela primeira vez não vi um concerto dos Xutos até ao fim, mas não faz mal, seguramente que voltaremos a ir de mão dada vê-los cantar, certamente que teremos, em sentido figurado, mais pó da estrada para comer atrás deles... Posso dizer que o cansaço era directamente proporcional à minha felicidade...

     Mais um grande concerto, daqueles que estamos habituados a ver... Desta vez para cerca de cinquenta mil pessoas e, especialmente, para nós dois... Passei o testemunho, por assim dizer, esta fé já não é só minha, já não era anteriormente mas esta noite foi muito especial... Como diz a t-shirt do meu meninito: Pela fé de meu pai, nascido a 13 de Janeiro...

     Ah e não chorei... Agora, por uma razão mais, para além de tudo o que já me deram ao longo dos mais de 100 concertos que já vi e das muitas canções que me ofereceram, eu tenho mais um motivo muito especial para continuar a tê-los no meu coração... Muito obrigado aos Xutos por este momento tão especial... 

     A gente vê-se por aí...



vadiado por homem de negro às 09:18
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