Quando eu morrer, dá-me um cravo vermelho, simbolo da liberdade, e leva-me ao mar. Não chores, a vida é o que mais bonito temos e eu procurei sempre viver a minha da forma mais pura possível... Porque sei sorrir e sei chorar... Bem-vindo sejas...
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
A inevitabilidade de amar...

 

 

 

     Coisas de uma mente desocupada, esta coisa de congeminar ideias e pensamentos. E formas de entender os sentimentos que nos cruzam o ser. Isso de deitar a cabeça e dormir parece nem sequer ser possível quando o raio de uma ideia teima em crescer e ganhar laivos de sentimento. Pelo menos de sentimento de gente, tal como me creio. Ou não, como pensarão outros. Debato-me, analiso-me, penso acerca de mim, os olhos no escuro do tecto do quarto, a luz que entra pela janela de persiana aberta, a manhã que vai chegando em passadas largas trazendo consigo a vida que tenho de ir ganhar...

      Acaba por ser apenas o desenvolvimento de uma ideia, a de que amar é e será sempre uma inevitabilidade. De facto, perante a nossa condição humana, a pré-disposição para amar estará sempre presente no nosso ser, se a manifestamos ou não, se a deixamos existir, se a vivemos, isso já será outra conversa. Não creio, no entanto, que tenhamos forma de fugir a este facto porque tenho, para mim, que todos nós, perante esta inevitabilidade, acabamos por ter de libertar esse sentimento que nos jorra do peito...

     Seja da maneira que for, que quando toca a amar acredito que este sentimento se pode manifestar das mais variadas formas. Algumas perversas e doentias até. E seguramente muito discutíveis, mas também não é esse o assunto que agora me faz pensar porque isto daria um tratado, de certeza. Logo eu que sou sempre denominado de gajo frio sem sentimentos e sem saudades de ninguém. E sem olhar para trás a maior parte das vezes. Ou que, quando olha, limita-se a aceitar com a consciência de que o passado é para ser como é. Inevitávelmente... 

     De repende dou comigo a alinhavar palavras acerca de amar, a fazer contas a sentimentos e ao facto de, seja como for, acabarmos sempre por amar. Isto devem ser vontades. A verdade é que eu próprio, nos últimos anos, nunca deixei que o amor voltasse a mim. Não sei se é simplesmente assim ou se controlo o meu sentir, mas sei que é, de todo, muito pouco saudável. Embora não sinta a falta de amor porque a presença do meu filho acaba por suprir todas as carências afectivas que eventualmente tenha...

     Por isso acabo por sentir que amar, mesmo para mim, acaba por ser inevitável, se não for pelo amor pleno de uma mulher, será pelo amor puro de uma criança. Seja como for, até simplesmente pelo sorriso que resulta de um abraço, pelo carinho que sobra de uma lágrima, pelo sentimento que resulta de uma partilha...

     É mesmo isso. Amar é. Simplesmente...

 

 

 

 

A gente vê-se por aí...

 

 

 



vadiado por homem de negro às 00:30
Ligação vadia | Vadia para mim

1 comentário:
De a nó nia a 24 de Setembro de 2009 às 22:02
ja mudavas esta merda. tanto amor para dares mas nao te safas. chora as tuas magoas e o querer e nao ter. ja foste ver os bois a serra.


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homem de negro
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