Quando eu morrer, dá-me um cravo vermelho, simbolo da liberdade, e leva-me ao mar. Não chores, a vida é o que mais bonito temos e eu procurei sempre viver a minha da forma mais pura possível... Porque sei sorrir e sei chorar... Bem-vindo sejas...
Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009
Tanto de ti...

 

 

Quem me dera

poder oferecer-te de mim

tudo aquilo que me faz bem

E voltar a ver sorrir o teu olhar...

 

 

 

 

 

     Meia dúzia de palavras que um dia escrevi para o olhar de alguém, adaptado hoje para esse outro olhar que partiu da minha vida e tanto me deixou. Que ontem foi dia de recordar outros dias melhores, em volta de uma mesa e de um jantar com bolo de aniversário e copos. E esse sorriso alegre que pontuava os nossos olhares...

     Cinzento dia, de lágrimas sempre a quererem saltar dos olhos, de fugas rápidas para as esconder. Cumpriu-se a frase do ano passado e essa certeza traiu-me as forças que tenho sentido no resto dos dias. Mas não faz mal porque sempre achei que chorar é o que me liberta a alma. Chorar e escrever...

     As flores fazem parte, desta vez cravos brancos que levo até ao cimo do monte, carinhosamente, com muita saudade. Sento-me por ali, um cigarro por companheiro, os meus mortos por perto. Falo-vos e deixo fluir as lágrimas. Falo-te de mim e de tudo o que me vai na alma, falo-te das saudades que tenho de ti, de quanto o meu coração morre em dias assim, falo-te daquele dia em que voltaste a ter a tua menina ao colo...

     Procuro então por um abraço, o desse menino que me envolve e chora a par comigo. Diz-me "tenho tantas saudades da minha avozinha". "Eu sei filho, eu sei", respondo-lhe baixinho acariciando-lhe o cabelo e apertando-o nos meus braços. Falamos daqueles dias em que ela andava atrás dele com a colher de pau. E do puré e das batatas com bacalhau e um ovito. Falámos, sorrimos, chorámos....

     Tanto de nós que ficou por partilhar. Ontem, como é natural, foi dia de chorar, hoje, como é igualmente natural, é dia de andar em frente...

     Um dia, a gente há-de ver-se por aí...

 

 

 



vadiado por homem de negro às 15:37
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