Quando eu morrer, dá-me um cravo vermelho, simbolo da liberdade, e leva-me ao mar. Não chores, a vida é o que mais bonito temos e eu procurei sempre viver a minha da forma mais pura possível... Porque sei sorrir e sei chorar... Bem-vindo sejas...
Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Erros de casting...

 

 

 

 

 

 

 

 

Josézito,

já te tenho dito

que não é bonito

andares a enganar...

 

Chora agora

Josézito chora

que te vais embora

para não mais voltar...

 

 

 

     Gostei de ver a banhada que José Sócrates levou nestas eleições, apesar de não me agradar nadinha ver os laranjas outra vez na mó de cima. Gostei mesmo muito do cartão vermelho mostrado à governação socialista, cores aparte, apesar da desilusão confessa causada pela subida do PSD. Nunca vamos mesmo aprender...

      Porque, no fundo, será sempre mais do mesmo, sendo o PS cada vez mais um partido de direita, escolher entre este e o outro parece-me, de facto, um cada vez maior estreitamento de vistas dos nossos conterrâneos. E sabemos bem, temo-lo sentido na pele, o bom que têm sido para nós ao longo dos últimos trinta anos...

     Manda a verdade que confesse, vade retro, aqui e no entanto, um outro motivo de satisfação, no fundo uma espécie de ódiozinho de estimação. Embora não seja de facto um ódio, que nem sei bem como se odeia, é de facto uma satisfação pessoal ver Vital Moreira ser claramente rejeitado pelos portugueses...

     Já nem sequer se trata do facto de ser alguém que gravitou na órbita do PCP, apontado até como o substituto do saudoso camarada Álvaro Cunhal. Sendo que esse será difícil de substituir, ainda bem que ficamos com quem estamos porque estamos, seguramente, muito melhor servidos. Habituei-me a que os políticos sejam vira-casacas e a detestar tal, pelo que se não gosto deles entre os outros, menos ainda gosto deles entre os meus...

     Vital Moreira teve um comportamento a todos os títulos reprovável durante a campanha. Melhor faria se se dedicasse à pesca. Arrogante, altivo, mesquinho, com um ar de sobranceria herdado do chefe de fila, e ainda bem, ar esse que, de uma forma geral, nós os portugueses não apreciamos. Excepção feita ao Mourinho, mas isso aí é outra loiça porque esse é cagão mas é mesmo competente...

     Acho que isto acabou por ser a chamada justiça poética, aquela que tantas vezes nos falha. Quando os eleitores irlandeses rejeitaram o Tratado de Lisboa, Vital Moreira considerou-os ignorantes e já nessa altura achei que este senhor precisava de uma lição. Tardou mas não faltou, como somos todos uma cambada de burros não conseguimos perceber o bem que tal individuo nos queria fazer...

     A bem da nossa sanidade, rasteje lá para debaixo da pedra de onde veio, senhor Vital Moreira. E deixe-se ficar por lá a produzir pareces pagos a peso de ouro para justificar imoralidades que são cometidas por esse país fora. Se tiver um bocadinho de vergonha na cara e depois da campanha asquerosa que protagonizou em que de tudo botou faladura, menos naquilo que nós queríamos mesmo saber, largue o tacho e vá à sua vida...

     É que agora não há mais razões para confusões, os portugueses que votaram na maioria absoluta de Sócrates, essa cambada de burros mal agradecidos, não gosta mesmo de si e muito menos do seu chefe. E tanto não gosta que no universo de eleitores maioritariamente de "esquerda", o PS foi o único partido que desceu. 

     E pronto, contra factos não há argumentos. Apenas recordar que, mesmo assim, Sócrates afirmou que o seu Executivo não vai mudar de rumo porque os portugueses confundiram as eleições. Ah pois, como diria o outro, e o burro sou eu?

 

A gente vê-se por aí... 

 



vadiado por homem de negro às 13:07
Ligação vadia | Vadia para mim

1 comentário:
De Helena a 16 de Junho de 2009 às 13:08
Também eu tenho um profundo respeito e imensa admiração por Álvaro Cunhal, pelo Homem que foi e por tudo o que nos deixou.

Ainda bem que voltou, já tinha saudades suas.
Um abraço
Helena


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homem de negro
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