E pronto, mais um ano que passa e o nosso rei continua vivinho da silva. São já 70 anos e uma imagem eternamente ligada ao Benfica. Por cada ano que passa, muitas coisas mudam nas nossas vidas mas não a capacidade de relembrar pessoas que, de alguma forma cruzam a nossa passagem por este mundo...
Porque, de entre os que partem e os que vão ficando, restamos nós para lembrar...
Eusébio da Silva Ferreira cumpre hoje 70 invernos. O rei faz anos, saudemo-lo então...
Miki Feher, 1979 - 2004.
Injustamente expulso do jogo da vida num dia de muita chuva por terras onde este país nasceu. Oito anos depois, paz à sua alma e a recordação de quem se foi embora envergando a camisola do Benfica...
Diz-se que uma destas noites 70 mil pessoas dançaram a carvalhesa, num destes locais onde somos todos iguais...
No fim do dia, quando tudo serenou, são estas imagens que me renovam a fé. Porque me apetece tanto poder voltar a vestir-me de inocência...
Há imagens que valem mais que mil palavras. Até porque nestas coisas da liberdade, os meninos são como os cães, é soltá-los e deixá-los ir...
Nunca tive medo de viver, de levar a vida tal como ela se apresenta. Cerrar os dentes quando os dias são maus, aproveitar quando o sol brilha, e tentar ser sempre o mais feliz possível. E quando os meus dias foram maus, sempre levantei a cabeça e dei a volta, de uma maneira ou de outra. Às vezes sozinho, outras com ajuda. É por isso que quando olho para trás raramente sinto saudades, pois sei dar o valor às coisas que já passaram na minha vida, boas e más, e sei ainda melhor que pensar das pessoas que cruzaram o meu caminho...
Há um tempo para tudo na vida de cada um. Um tempo para estar só, um tempo para chorar, um tempo para luto, um tempo para lutar, um tempo para ser feliz. Cada um destes pedacinhos de vida tem de ter o seu espaço em nós, de forma a que possamos construir o nosso eu, aquilo que resta quando nada mais vale. É a vida, tal como ela é. É por isso que devemos sempre aproveitar as oportunidades que esta nos dá. Sem medo...
A vida deu-me uma segunda oportunidade. Agarrei-a. Estou bem. Sou feliz. E, acima de tudo, descobri que ainda tenho a capacidade de fazer alguém feliz. Vou lutar por esta relação, com unhas e dentes. Honrando a pessoa que está a meu lado. Porque quero. Porque gosto. Porque é o tempero de gostar de alguém que dá sabor à nossa existência...
A gente vê-se por aí...
5 anos, meu caro blogue. Um menino ainda, mas sempre um grande companheiro. Venham mais cinco...
A gente vê-se por aí...
Partimos, um dia
Já nem sei bem qual
Apenas porque
A vida que nos apartou
Levou consigo a nossa história
Momentos tão de nós
Tudo o que não vivemos
Porque não soubemos
Como não sentir
Mas não é o tempo
Nem sequer o afastamento
Que me fará esquecer
Porque senti, de verdade
Aquilo que de ti restou
O mundo que de nós ficou
E porque, seja como for
Eu que sou eu
Gosto muito de tu que és tu...
Parabéns. Um beijo vadio. A gente vê-se por aí...
E pronto, mais um ano que passa e o nosso rei continua vivinho da silva. São já 69 anos e uma imagem eternamente ligada ao Benfica. Por cada ano que passa, muitas coisas mudam nas nossas vidas mas não a capacidade de relembrar pessoas que, de alguma forma cruzam a nossa passagem por este mundo...
Porque, de entre os que partem e os que vão ficando, restamos nós para lembrar...
Eusébio da Silva Ferreira cumpre hoje 69 invernos. O rei faz anos, saudemo-lo então...
Miki Feher, 1979 - 2004.
Injustamente expulso do jogo da vida num dia de muita chuva por terras onde este país nasceu. Sete anos depois, paz à sua alma e a recordação de quem se foi embora envergando a camisola do Benfica...
Dá um mergulho no mar, companheirito. E volta sorrindo, falando de mil histórias que trouxeste da escola, de coisas parvas que só os meninos entendem, do sorriso de uma menina que quer ser tua namorada, do primeiro beijo na boca que ainda não saiu. Dizes-me "as raparigas não sabem o que querem" e eu sorrio-me por saber que tens tanta razão. E tão cedo ainda...
Acompanho-te em cada dia, desde aquela hora em que me agarraste no dedo, apertando, e eu chorava de felicidade e murmurava baixinho "meu filho, meu filho". Lembro sempre essa noite e essas lágrimas porque foi o início do nosso caminhar juntos, do querer viver por outro alguém, de deixar de mim para ti, todos os dias, um dia de cada vez. Porque a vida há-de ser sempre uma descoberta e quando estás feliz eu percebo o que é ser feliz...
E vejo que cresces nas perguntas que fazes. Como no outro dia em que me perguntavas se tinhas nascido pelo barriga da tua mãe ou pela vagina e eu perguntava a mim própria que raio seria feito da cegonha que trazia os bebés de Paris. Ou na semana passada em que perguntavas se podias dar um beijo na boca à tua namorada. Ou hoje quando querias saber se uma rapariga que gosta de outra rapariga é lésbica ou lésmica...
Raios, atrapalhas-me. Mas fazes-me sorrir. E orgulho-me de de te poder ajudar a crescer. E de ver as tuas (ainda) birras e rir-me delas. E levar-te ao futebol, coisa que adoras. Ou ver um filme juntos embrulhados num cobertor no nosso velho sofá. E levar-te por esses caminhos fora, à descoberta dessa coisa maravilhosa que é a vida. De máquinas em punho, a retratar a torto e a direito, sabendo que estes dias bons e estes bons sentimentos hão-de ser sempre nossos...
E mais logo quando a noite se fizer dia, hei-de acordar-te de mansinho e dizer-te por entre o abraço que há-de vir:
Parabéns, puto. 9 anos. Brutal. Amo-te...
27 anos depois do 1º concerto, já por mais de uma centena de vezes que nos vimos por aí. Muita estrada, muita noite mal dormida, muito rock...
Ainda andamos por cá, ainda estamos aqui...
Parabéns, Xutos e Pontapés...
Entra o ano e sai o ano e cá vamos tocando o barco que é a nossa vida. A minha vai boa, o emprego mantém-se, o filho lá vai correndo e até o amor veio fazer das suas. Sou, por natureza, positivo, apesar de haver dias mais cinzentos, tento sempre que estes não roubem a luz dos outros dias que fazem a minha vida. Simples, sempre, que de coisas simples é feita a vida deste homem. Menos negro, agora, porque também sei quando o tempo é de sorrir...
A árvore deste ano é um pinheiro a sério e as prendas já lhe enchem a base. Mais logo há bacalhau com batatas, cenouras, couves, ovos e pão caseiro. Um Muralhas a acompanhar que cá em casa a preferência vai para os brancos e verdes, velhoses ali da vizinha (que saudades da minha velhota e dos seus coscorões), doces e chocolates para sobremesa e, mais importante que tudo, a companhia do meu filho e do meu pai...
Fica um recordar dos meus que já partiram e de outros que a vida apartou de mim. Nunca me esqueço de quem cruzou a minha vida, nunca deixo de pensar todos os dias nas pessoas que me ajudaram com a sua existência. Esta noite, com todas as outras noites, algures, haverá sempre alguém que hei-de recordar com saudade. Porque vida é feita de ir e vir e vamos vivendo nos intervalos...
Cá vamos, companheiros e companheiras. Votos de um Feliz Natal, de um Ano Novo melhor que este que vai findando e de muita saúde. Não se esqueçam de amar porque a vida sem o tempero de gostar de alguém perde muito do seu sentido. E eu quero muito, no fundo queremos todos, ser o mais feliz possível. Um dia de cada vez...
Boas festas. A gente vê-se por aí...
Correm maus os dias em que os mais necessitados vêm a fome aproximar-se a passos largos e sem saber como cuidar da prole. Cortam-se abonos, subsídios de apoio, dificulta-se o acesso ao ensino, a saúde é cada vez mais cara e o dinheiro mais escasso. Como se os filhos dos pobres não pudessem ficar doentes ou mesmo estudar, como se só contássemos na hora de eleger os carrascos que nos vão maltratar durante mais quatro anos. O que é, de facto, a causa maior...
Aqui e ali há traços de solidariedade, é certo, como, por exemplo, a campanha do banco alimentar, que, em dias de crise, ultrapassou as melhores expectativas, demonstrando que aqueles que mais dificuldades vivem são os que mais depressa ajudam. Ou as ajudas à Ajuda de Berço, que tanto bem faz às crianças que a sociedade rejeita. Ou ainda os voluntários que cruzam ruas levando um pouco de comida aos que já nada mais esperam da vida. Porque, acreditarei sempre, ainda somos uns para os outros...
Mas há muito quem se aproveite da boa vontade alheia. E este simples alinhavar de palavras tem como objectivo repudiar a mesquinhice e a hipocrisia que é a campanha dos hipermercados continente com a causa maior e as popotas e o raio que os parta a todos. Fazem um figurão com o nosso dinheiro e depois, provávelmente, ainda vão descontar nos impostos. E toca de ir para a televisão sorrir e tratar como seu aquilo que não o é...
Mais, alargando horizontes, que dizer do chumbo pelo PS ao projecto de lei do Partido Comunista que previa efeitos retroactivos na cobrança de impostos às empresas que anteciparam os dividendos, roubando, é o termo, milhões em impostos? Como podemos aceitar de ânimo leve que nos obriguem a fazer sacrifícios e depois deixem o capitalismo roubar o que devia ser de todos? Como é possível que o PS possa olhar de frente até para os seus próprios apoiantes, cortando salários, mas deixando este fartar vilanagem assumir foros de normalidade? Porque dos laranjinhas e dos reboques a malta já sabia o que esperar
Correm maus os tempos, é certo. Mas, sabemos bem, que isso não é verdade para todos. Porque os que mais precisam são sempre os que mais prejudicados são. Com o repetir constante da palavra crise, assustam-se os pequeninos, para que os grandes possam fazer caminho da imoralidade dos seus actos perante o sacrifício que devia ser colectivo. Por isso têm tanto medo do FMI?
Não me envergonho de ser português porque a pátria lusitana canta no meu coração, um orgulho em fazer parte de um povo que tantos mundos deu ao mundo. Mas envergonho-me que o meu povo permita que se faça tão pouco dele sem levantar a cabeça e protestar. E que permita que, em dias tão dificeis, os bancos e as empresas públicas possam apresentar lucros fabulosos sem serem por isso penalizados...
Porque, é bom de ver, essa tal de crise é da responsabilidade desta gentalha sem escrúpulos e permitida por outra gentalha igualmente sem moral, mas com a agravante de ter sido eleita por nós. Sócrates e Assis são um bom exemplo da falta de coragem enquanto representantes do povo, da covardia politica que demonstram com a subserviência ao grande capital, da falta de espinha dorsal enquanto seres humanos. Não prestam. E nós sabemos e nada fazemos. E isso é que dói...
Então, se são tantos os maus exemplos, tanta a podridão, o que será que faz falta para acordarmos de vez? Porque continuamos de 4 em 4 anos a votar nesta gentalha que só se lembra de nós quando a hora é de ir ao poleiro? Será que gostamos assim tanto de ser enxovalhados? Alguém que saiba mais do que eu que me ensine porque eu não consigo entender o que tanto medo nos causa. Porque a pouco e pouco vamos ficando sem os direitos que Abril (e graças aos comunistas, há que dizê-lo sem vergonha) nos deu. E qualquer dia sem liberdade para protestar. Mas nessa altura já deve ser tarde...
A gente vê-se por aí...
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